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Terça-feira, 28 de Abril 2026

Economia

Juros altos persistem e pressionam endividamento familiar

Taxa média de juros para crédito livre a pessoas físicas em março ficou em 61,5% ao ano, aponta Banco Central, mesmo com leve recuo mensal.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Juros altos persistem e pressionam endividamento familiar
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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As mais recentes Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (27), revelam que as famílias continuam sob pressão do crédito caro, recorrendo a modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito.

Em março, a taxa média de juros aplicada ao crédito livre para pessoas físicas manteve-se em patamares elevados, registrando 61,5% anuais, apesar de uma redução de 0,4 ponto percentual no comparativo mensal.

Diante de juros tão onerosos, a inadimplência geral do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 4,3% da carteira em março. Houve uma queda de 0,1 ponto percentual no mês, mas um aumento de 1,0 ponto percentual em doze meses.

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No segmento familiar, a taxa de inadimplência alcançou 5,3%, apresentando uma elevação de 1,4 ponto percentual em um ano.

Conforme os dados do BC, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% em fevereiro, com um acréscimo de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,3 ponto percentual em doze meses. O comprometimento da renda com dívidas, por sua vez, atingiu 29,7%, com alta de 0,2 ponto percentual mensal e de 1,9 ponto percentual na comparação anual.

Expansão do crédito para famílias continua

O volume total de operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,2 trilhões em março, registrando um crescimento de 0,9% no mês.

O crédito destinado às famílias totalizou R$ 4,5 trilhões, com um aumento mensal de 0,8% e uma expansão de 10,9% em doze meses.

No âmbito do crédito livre para pessoas físicas, o saldo atingiu R$ 2,5 trilhões, com avanço de 1,1% no mês e 12,3% em relação a março do ano passado. O Banco Central destacou o incremento nas operações com cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos.

Por outro lado, o crédito direcionado às famílias — que engloba linhas com recursos e condições específicas — totalizou R$ 2,0 trilhões, apresentando crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em doze meses.

Crédito ampliado atinge R$ 21 trilhões

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 21,0 trilhões em março, o que representa 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Houve uma leve retração de 0,3% no mês, mas um crescimento de 11,2% em doze meses.

O crédito ampliado para empresas atingiu R$ 7,1 trilhões, com uma expansão mensal de 1,5%. Esse aumento foi impulsionado principalmente por títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil