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Sexta-feira, 24 de Abril 2026

Economia

Consumo em supermercados avança 1,92% no primeiro trimestre

Benefícios sociais e antecipação de compras para a Páscoa impulsionaram o desempenho em março.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Consumo em supermercados avança 1,92% no primeiro trimestre
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) revelou nesta quinta-feira (23) que o consumo nos supermercados brasileiros cresceu 1,92% no primeiro trimestre de 2026.

Especificamente em março, a movimentação foi 6,21% superior à de fevereiro e apresentou um aumento de 3,20% comparado ao mesmo mês do ano anterior.

Os números, que englobam todos os tipos de estabelecimentos supermercadistas, foram ajustados pela inflação através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE.

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A Abras atribui o expressivo crescimento de março à antecipação das compras de Páscoa, que ocorreu no início de abril, e também ao impacto do calendário de fevereiro, um mês mais curto.

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A entidade também ressalta que a injeção de recursos na economia contribuiu para esse cenário. Em março, o programa Bolsa Família beneficiou 18,73 milhões de famílias, distribuindo R$ 12,77 bilhões, enquanto os pagamentos do PIS/PASEP adicionaram aproximadamente R$ 2,5 bilhões em seu segundo lote.

Cesta de compras fica mais cara

O indicador Abrasmercado, que monitora a variação de preços de 35 itens essenciais, apontou um aumento de 2,20% em março.

Esse percentual contrasta com as variações de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro. Consequentemente, o custo médio da cesta básica subiu de R$ 802,88 para R$ 820,54 no decorrer do mês.

Dentre os produtos básicos, o feijão teve a maior elevação (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado trimestral, o feijão registrou alta de 28,11%, e o leite longa vida, de 6,80%.

Outros itens que apresentaram alta foram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Por outro lado, houve redução nos preços de produtos como açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No segmento de proteínas, os ovos subiram 6,65%, e a carne bovina teve aumento tanto no corte traseiro (+3,01%) quanto no dianteiro (+1,12%). Contudo, frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) apresentaram recuo. No trimestre, o corte traseiro da carne bovina acumulou alta de 6,29%.

Os alimentos in natura registraram aumentos significativos, com destaque para tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No trimestre, essas elevações atingiram 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, refletindo a forte influência da sazonalidade e da oferta.

Produtos de limpeza e higiene pessoal

Em relação aos produtos de higiene pessoal, houve reajustes para cima em sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

No segmento de limpeza doméstica, o detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%) ficaram mais caros. Apenas o sabão em pó (-0,29%) apresentou redução.

Variação de preços por região

A análise regional aponta que o Nordeste registrou o maior aumento em março, com 2,49%, elevando o custo da cesta de R$ 720,53 para R$ 738,47.

Confira abaixo a variação da cesta de compras por região:

  • Nordeste: aumento de 2,49%, passando de R$ 720,53 para R$ 738,47;
  • Sudeste: alta de 2,20%, com valor de R$ 822,76 para R$ 840,86;
  • Sul: elevação de 1,92%, de R$ 871,83 para R$ 888,57;
  • Centro-Oeste: crescimento de 1,83%, de R$ 753,20 para R$ 766,96;
  • Norte: subida de 1,82%, de R$ 875,01 para R$ 890,93.

Perspectivas para o segundo trimestre

A Abras projeta que o consumo pode continuar em alta no segundo trimestre, impulsionado pela antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. Estima-se que R$ 78,2 bilhões serão distribuídos a aproximadamente 35,2 milhões de segurados a partir de 24 de abril.

Adicionalmente, o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, com um montante estimado em R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes, será liberado até o final de maio.

Marcio Milan, vice-presidente da Abras, comentou que, "mesmo com um panorama positivo para a renda familiar, o setor permanece focado na competitividade de preços, na eficiência operacional e no planejamento, considerando possíveis pressões logísticas e de custos no cenário global."

Para os próximos meses, a Abras alerta para o risco de elevação nos preços de alguns alimentos, sobretudo aqueles mais suscetíveis a fatores como frete, condições climáticas e disponibilidade.

Milan explicou que "o aumento do preço do petróleo e o encarecimento do transporte elevam os custos de reposição em cadeias de suprimentos mais extensas e dependentes de logística, o que pode resultar em repasse para os alimentos."

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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