O Executivo federal apresentou uma projeção para o salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, representando um acréscimo nominal de 5,92%. Essa cifra integra o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, que foi remetido ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15).
A metodologia para o reajuste considera a estimativa de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses encerrados em novembro, somada ao crescimento econômico de 2025. Este aumento, no entanto, é restrito ao limite de 2,5% de elevação dos gastos acima da inflação, conforme estabelecido pelo arcabouço fiscal. A previsão do INPC também está detalhada no PLDO.
Além disso, o documento orçamentário inclui projeções para o salário mínimo em anos subsequentes: R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. É importante ressaltar que essas estimativas são iniciais e sujeitas a revisões nos PLDOs futuros.
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A partir de 2023, o salário mínimo reassumiu o modelo de correção baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, acrescido do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) — a totalidade das riquezas geradas pelo país — de dois anos antes. Este método de cálculo esteve em vigor entre 2006 e 2019 e, por ele, o salário mínimo teria um incremento de 2,3% acima do INPC.
Contudo, a expansão foi restringida pelo pacote de contenção de gastos aprovado no final de 2024. Isso se deve à inclusão do salário mínimo nos parâmetros do arcabouço fiscal, que estipula um crescimento real (acima da inflação) para as despesas entre 0,6% e 2,5%. Visto que a projeção de crescimento do PIB, de 2,3%, está abaixo do limite superior de 2,5%, a valorização econômica de 2025 poderá ser plenamente aplicada.