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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

Violência eleitoral entre estudantes cresce e preocupa especialistas

O clima de polarização nas eleições gera agressões físicas e verbais em escolas de diferentes regiões do país.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Violência eleitoral entre estudantes cresce e preocupa especialistas
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A violência eleitoral tem se tornado uma preocupação constante no ambiente acadêmico brasileiro, com registros de agressões físicas e verbais entre estudantes. Um vídeo recente que circula nas redes sociais mostra dois jovens de 15 anos, com a bandeira do Brasil como capa, atacando colegas que vestiam vermelho em uma escola de Itajaí, em Santa Catarina.

Além das agressões físicas, testemunhas relatam ofensas verbais e críticas direcionadas ao programa Bolsa Família durante o episódio catarinense. Situações semelhantes ocorrem em outras unidades de ensino pelo país, refletindo o acirramento dos ânimos após o período de votação.

No Distrito Federal, um adolescente de 16 anos precisou trocar de instituição de ensino. O motivo foi a perseguição sofrida após declarar seu voto em Flávio Bolsonaro, evidenciando que a intolerância atinge diferentes correntes políticas.

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Agressões no ensino superior

O problema também afeta o ensino superior. Estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), em Araguari, foram acusados de ofender colegas bolsistas que declararam voto em Luiz Inácio Lula da Silva, além de xingarem alunos que comercializavam produtos para custear despesas.

Em nota oficial, o Imepac declarou repúdio veemente a qualquer tipo de discriminação ou intolerância, seja motivada por divergências políticas ou por condições socioeconômicas.

Caso de humilhação em Fortaleza

Fora dos muros escolares, crianças também foram alvos da polarização. Em Fortaleza, um garoto autista de 9 anos, que vendia balas para ajudar a avó, foi filmado por uma influenciadora digital que se recusou a comprar seus produtos após saber o voto de sua família.

A repercussão negativa do caso mobilizou usuários de redes sociais e motociclistas da região, que se organizaram para prestar apoio financeiro ao menino e à sua avó.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil