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Durante esta semana, milhares de jovens participaram de manifestações estudantis em diversos estados brasileiros para declarar apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), os protestos ocorreram em ruas e universidades de todas as regiões do país, defendendo a educação e a democracia.
No Rio de Janeiro, o ato realizado na última quarta-feira (7) reuniu uma multidão na Candelária. Os manifestantes caminharam pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, levantando bandeiras históricas do movimento. Entre as principais pautas estavam a defesa do ensino público gratuito, o fim da escala de trabalho 6x1 e a preservação do regime democrático nacional.
A mobilização ganhou ainda mais força na quinta-feira (8), com registros de atos em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, os estudantes se concentraram em frente a instituições privadas tradicionais, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Faculdade Cásper Líbero, além de realizarem um ato público na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista.
No Tocantins, a mobilização ocorreu no campus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O jornalista Kaio Costa, egresso da instituição, ressaltou que a mobilização foi além da disputa eleitoral, configurando-se como uma resistência contra o avanço do conservadorismo e a perda de direitos fundamentais de minorias políticas, incluindo a população negra e LGBT.
"Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer", disse o jornalista.
De forma coordenada, os protestos também se espalharam por estados como Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraná, Maranhão, Piauí, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Amapá e Paraíba, demonstrando a capilaridade nacional da convocação feita pela UNE.
Na capital federal, a concentração ocorreu na Universidade de Brasília (UnB), atraindo tanto universitários quanto estudantes secundaristas. Ada Victória Moura Leite, de 18 anos e integrante do Centro Acadêmico de Direito, reforçou a importância de proteger a universidade pública e impedir retrocessos na área de direitos humanos no país.