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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

TSE avalia desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição

Medida em análise pelo plenário prevê suspensão temporária de contas com mais de 200 mil seguidores para proteger a integridade do pleito.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
TSE avalia desativar canais políticos no WhatsApp antes da eleição
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Uma nova minuta em estudo no TSE estabelece que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores fiquem inativos nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno, marcado para o próximo domingo (25).

Caso seja aprovada pelo plenário da Corte, a regra entrará em vigor de imediato, conforme o documento obtido pela Agência Brasil.

O texto começou a circular entre os ministros após debates em reuniões informais nos dias 16 e 20. A autoria da minuta é do ministro André Mendonça, vice-presidente do tribunal.

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A assessoria de Mendonça esclareceu que a medida não é uma iniciativa isolada, mas sim uma atribuição tradicional do cargo de vice-presidência na elaboração de normas eleitorais.

A proposta visa resguardar a lisura do pleito nos momentos cruciais da votação, fase em que faltaria tempo hábil para contestações ou correções de eventuais conteúdos irregulares.

A regra foi elaborada sob um consenso interno, aplicando critérios estritamente objetivos a todos os grandes canais políticos, sem distinção de partidos ou candidatos.

Se aprovada, a norma afetará páginas populares como “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”, que reúnem milhões de seguidores no aplicativo.

Regras para grandes audiências

O projeto estende aos grandes canais as mesmas vedações aplicadas ao impulsionamento pago de campanha.

O entendimento da Corte é que plataformas com enorme alcance geram riscos acentuados de danos difusos e irreversíveis à escolha do eleitor na reta final.

Contexto e divergências

A discussão ganhou força após impasses judiciais envolvendo a suspensão e liberação do canal “Exército do Lula” por ministros do tribunal.

Após embates administrativos e judiciais, a ferramenta acabou sendo mantida no ar após regularização formal junto à Justiça Eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil