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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

Protesto em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições brasileiras

Manifestantes exigem transparência na zona oeste paulistana enquanto Tribunal Superior Eleitoral cobra respostas urgentes.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Protesto em São Paulo cobra neutralidade da Meta nas eleições brasileiras
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Centenas de manifestantes realizaram um protesto contra a Meta no início da noite de segunda-feira (19). O ato ocorreu na região das sedes da empresa e do Google, localizada na zona oeste de São Paulo.

Com o lema “Meta, não se meta”, o grupo criticou a suposta censura a ativistas. Eles também apontaram falta de neutralidade na moderação e defesa de interesses próprios nas redes sociais.

Os organizadores tentaram entregar um manifesto na sede da empresa, dona de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Contudo, o protocolo foi negado e o documento será enviado digitalmente.

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Veronica Gimenez, programadora e integrante da ONG TravaHacker, destacou a urgência por transparência. Para ela, ferramentas digitais sustentam o debate público e exigem relatórios claros de monitoramento.

A soberania digital e popular também esteve no centro dos discursos. Houve fortes críticas à atuação de gigantes da tecnologia na gestão de dados e sistemas governamentais.

Gimenez ressaltou que a busca por monopólio gera abusos e prejudica a democracia. Segundo ela, este não será o último documento enviado à corporação.

Outros pontos levantados foram a vulnerabilidade de grupos minoritários e a propagação de discursos de ódio. Manifestantes também denunciaram desequilíbrio no impulsionamento de conteúdos políticos.

O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, relatou banimentos indevidos. Ele afirmou que decisões judiciais são desrespeitadas pelas plataformas.

Cobrança do TSE

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a empresa após denúncias de favorecimento político. A investigação apura suposta desigualdade na entrega de anúncios pagos.

A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação formal na Corte. O tribunal busca garantir a igualdade de condições no pleito.

O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou um prazo de 24 horas. A Meta precisa comprovar a adoção imediata de medidas de isonomia na distribuição de postagens eleitorais.

Em nota oficial, a Meta justificou que eventuais falhas decorrem do excesso de regras. A empresa também citou a lentidão natural nos processos de checagem e liberação.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil