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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

Projeto de lei propõe lista tríplice para direção de agências reguladoras

Proposta em análise na Câmara dos Deputados também define novas regras para a perda de mandato de dirigentes.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Projeto de lei propõe lista tríplice para direção de agências reguladoras
Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
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O Projeto de Lei 1219/26, que tramita na Câmara dos Deputados, determina que a nomeação para cargos de direção em agências reguladoras seja antecedida por um processo público de pré-seleção, incluindo a formação de lista tríplice.

A iniciativa busca trazer maior transparência para a administração pública federal. O texto altera a Lei 9.986/00, responsável por regulamentar a gestão de recursos humanos nesses órgãos.

Pela nova regra, a seleção exigirá análise curricular e entrevistas realizadas por um comitê especial. Cabe ao presidente da República selecionar os indicados entre os nomes aprovados, que ainda passarão por sabatina no Senado Federal.

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O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), autor da proposta, defende que a medida fortalece a escolha presidencial. Segundo ele, a triagem prévia apenas circunscreve a indicação a profissionais qualificados, garantindo maior legitimidade técnica.

Novas regras para perda de mandato

O texto também endurece os critérios para a cassação de dirigentes. Entre os motivos previstos estão o desempenho insuficiente de forma recorrente e o descumprimento injustificado das funções institucionais.

Nessas situações específicas, a sanção dependerá de aval do Senado Federal, após solicitação oficial enviada pelo presidente da República.

A perda do cargo também ocorrerá em casos tradicionais como renúncia, condenação por improbidade administrativa, crimes com proibição de acesso público, falhas disciplinares, problemas graves de saúde ou quebra de vedações legais.

Próximas etapas no Congresso

A matéria segue em ritmo de tramitação na Câmara. O texto será avaliado em caráter conclusivo pelas comissões de Administração e Serviço Público, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta precisará ser aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Câmara dos Deputados