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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

Meta recusa pedido do Ministério da Justiça para proteger jornalistas

Empresa alegou complexidade técnica e jurídica para negar canal direto de denúncias solicitado pelo governo

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Meta recusa pedido do Ministério da Justiça para proteger jornalistas
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Meta, gigante tecnológica proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp, recusou uma solicitação do governo federal para estabelecer um canal direto voltado ao tratamento de denúncias urgentes de jornalistas e comunicadores. O pedido visava agilizar casos de ameaças, ataques digitais e bloqueios de contas.

A demanda foi formalizada pelo Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão atua no monitoramento e apoio a investigações envolvendo profissionais da imprensa.

Segundo o observatório, a iniciativa surgiu devido ao alto volume de relatos sobre restrições e suspensões de perfis de veículos de comunicação. Em resposta, a empresa justificou que a medida envolveria alta complexidade operacional e jurídica.

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A companhia argumentou que a criação do canal implicaria na assunção de novas obrigações regulatórias. Além disso, sustentou que suas diretrizes tratam todos os usuários de maneira igualitária, tornando os meios tradicionais de suporte já existentes suficientes.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da corporação informou que não fará declarações sobre o caso. O ministério, por sua vez, reforçou a gravidade da situação.

Impacto da violência digital

Secretarias da pasta federal apontaram que dados da Coalizão em Defesa do Jornalismo registraram mais de 14 mil ataques digitais contra profissionais da área durante o primeiro turno. Outro levantamento da organização CTRL+Z somou centenas de restrições a conteúdos políticos sem justificativas claras.

Para o governo, essas barreiras e a falta de transparência prejudicam o debate público e o direito essencial da sociedade à informação. A pasta enfatizou que os recursos gerais de atendimento da plataforma não suprem a necessidade de um suporte especializado para urgências.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil