Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Durante um comício eleitoral em Ceilândia, no Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1. O candidato à reeleição discursou para apoiadores na região administrativa nesta sexta-feira, argumentando que a redução da jornada de trabalho é essencial para garantir o descanso e a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira.
O petista destacou que a mobilização popular busca assegurar que os cidadãos trabalhem cinco dias e folguem dois. Lula reforçou seu apoio à tramitação da matéria, que atualmente passa por debates no Senado Federal, e enfatizou a importância de reestruturar as relações trabalhistas no país.
Durante o evento na periferia de Brasília, o presidente também projetou os próximos passos de sua agenda de campanha. Ele confirmou que participará de um novo ato político em Natal neste sábado (10), prometendo intensificar sua presença nos debates televisivos e nas redes sociais, brincando que tem se tornado muito popular nas plataformas digitais.
Em seu pronunciamento, Lula adotou um tom firme contra opositores e setores do mercado financeiro. O candidato assegurou ao público que o Brasil não voltará a ser comandado por forças que ele associou ao fascismo, fazendo duras críticas à gestão da pandemia de covid-19 e citando nominalmente os sócios do Banco Master e familiares de Daniel Vorcaro.
Soberania e debate nacional
O ato político contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, além de Leandro Grass, candidato ao governo do Distrito Federal, e sua vice, Dora Gomes. Diante dos aliados, o presidente fez um apelo à soberania nacional, declarando seu alinhamento com os defensores dos símbolos nacionais e do patrimônio público.
Lula contrapôs o patriotismo de sua coalizão com o posicionamento de adversários, a quem acusou de priorizar interesses estrangeiros. O mandatário concluiu afirmando que as riquezas naturais e econômicas do território nacional pertencem exclusivamente ao povo brasileiro, rejeitando a exploração internacional de recursos estratégicos.