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Sábado, 07 de Novembro 2026
Política

Lula defende a redução da maioridade penal para crimes hediondos em sabatina

Durante entrevista ao Jornal Nacional, o presidente abordou a PEC da segurança pública, economia e relações internacionais.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Lula defende a redução da maioridade penal para crimes hediondos em sabatina
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quinta-feira (15). Na ocasião, o candidato à reeleição defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos exclusivamente para casos de crimes hediondos.

Lula declarou que apoia o debate sobre o tema no Congresso Nacional. No entanto, ele ressaltou que a discussão deve ocorrer após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública.

“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou o candidato à jornalista Renata Lo Prete.

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O texto da PEC tramitou pela Câmara dos Deputados e ganhou ritmo no Senado após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta está pronta para votação em plenário em dois turnos, embora ainda não haja uma data definida.

Debate sobre segurança pública

Durante a entrevista, Lula defendeu a aprovação da PEC para assegurar a atuação da União no combate à criminalidade nos estados. Segundo o candidato, as gestões estaduais não conseguiram garantir proteção adequada aos cidadãos.

O presidente afirmou que a medida permitirá estruturar um Ministério da segurança pública mais eficiente, delimitar as funções das polícias e impedir a atuação de criminosos de dentro dos presídios.

“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, declarou.

Cenário econômico e social

Questionado a respeito da dívida pública, Lula apontou que o desenvolvimento econômico deve ser impulsionado pelo fortalecimento da renda das famílias de menor poder aquisitivo.

O candidato também comentou sobre o reajuste de 15% no Bolsa Família, mencionando que a medida foi adotada assim que identificou espaço fiscal adequado no orçamento federal.

Relações com os Estados Unidos

Sobre os impactos comerciais decorrentes das tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, o presidente destacou que o país buscou novos mercados internacionais para equilibrar as exportações.

Lula afirmou que prefere o diálogo diplomático com a administração de Donald Trump, mas ressaltou que a aplicação de medidas de reciprocidade comercial continua sendo uma alternativa viável caso seja necessária.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil