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Domingo, 08 de Novembro 2026
Política

Flávio propõe novas privatizações enquanto Lula defende empresas estatais

Eleitores enfrentam visões opostas sobre o futuro da gestão pública e o papel do Estado na economia nacional.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Flávio propõe novas privatizações enquanto Lula defende empresas estatais
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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Os eleitores brasileiros decidiram, em pleito de segundo turno, entre propostas opostas para o futuro da máquina pública e das privatizações no país, refletindo visões divergentes sobre o papel do Estado na economia nacional.

Os programas de governo dos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva abordam temas como venda de ativos, extinção de estatais e reformas administrativas com estratégias bastante distintas.

O plano de Lula foca no aumento da eficiência, controle de gastos públicos e fortalecimento da transparência. A gestão aposta em serviços digitais, como a plataforma Gov.br, e no combate à corrupção com respeito à independência institucional.

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No quesito desestatização, as diretrizes de Lula rejeitam a venda de empresas estratégicas como Petrobras, Embrapa e Correios. O objetivo é usar as estatais para induzir o desenvolvimento econômico e garantir a soberania nacional.

O texto prevê parcerias privadas e investimentos em fontes de baixo carbono, mantendo o histórico de que as companhias estatais são ferramentas fundamentais para o crescimento do Brasil.

Por outro lado, o plano de governo de Flávio Bolsonaro também aposta na tecnologia e na digitalização para tornar o Estado mais ágil, além de propor um corte profundo em despesas administrativas.

O documento defende a retomada do Programa Nacional de Desestatização. A meta é vender ativos não estratégicos para atrair capital privado, reduzir o endividamento e adotar critérios rígidos em agências reguladoras.

Histórico de gestões anteriores

Durante o governo de Jair Bolsonaro, cerca de 76 empresas públicas foram privatizadas ou tiveram subsidiárias vendidas. O marco principal foi a desestatização da Eletrobras, negociada por bilhões de reais em 2022.

Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma postura historicamente contrária à venda definitiva de estatais. Sua preferência recai sobre concessões e parcerias público-privadas na infraestrutura, como rodovias, portos e aeroportos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil