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Os eleitores brasileiros decidiram, em pleito de segundo turno, entre propostas opostas para o futuro da máquina pública e das privatizações no país, refletindo visões divergentes sobre o papel do Estado na economia nacional.
Os programas de governo dos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva abordam temas como venda de ativos, extinção de estatais e reformas administrativas com estratégias bastante distintas.
O plano de Lula foca no aumento da eficiência, controle de gastos públicos e fortalecimento da transparência. A gestão aposta em serviços digitais, como a plataforma Gov.br, e no combate à corrupção com respeito à independência institucional.
No quesito desestatização, as diretrizes de Lula rejeitam a venda de empresas estratégicas como Petrobras, Embrapa e Correios. O objetivo é usar as estatais para induzir o desenvolvimento econômico e garantir a soberania nacional.
O texto prevê parcerias privadas e investimentos em fontes de baixo carbono, mantendo o histórico de que as companhias estatais são ferramentas fundamentais para o crescimento do Brasil.
Por outro lado, o plano de governo de Flávio Bolsonaro também aposta na tecnologia e na digitalização para tornar o Estado mais ágil, além de propor um corte profundo em despesas administrativas.
O documento defende a retomada do Programa Nacional de Desestatização. A meta é vender ativos não estratégicos para atrair capital privado, reduzir o endividamento e adotar critérios rígidos em agências reguladoras.
Histórico de gestões anteriores
Durante o governo de Jair Bolsonaro, cerca de 76 empresas públicas foram privatizadas ou tiveram subsidiárias vendidas. O marco principal foi a desestatização da Eletrobras, negociada por bilhões de reais em 2022.
Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma postura historicamente contrária à venda definitiva de estatais. Sua preferência recai sobre concessões e parcerias público-privadas na infraestrutura, como rodovias, portos e aeroportos.