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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, impondo condições para que a medida seja efetivada.
Para que seus dados sejam divulgados, o representante do PL exige que o adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também abra informações de pessoas próximas, incluindo ex-assessores e familiares.
A resposta da defesa de Flávio Bolsonaro ocorreu exatamente um dia após o petista autorizar a abertura de seus próprios registros pessoais, desde que o oponente adotasse a mesma postura diante da Justiça Eleitoral.
Na avaliação jurídica apresentada ao tribunal, a petição inicial de Lula foi classificada como uma medida sem fundamento legal adequado.
A defesa argumentou que o atual ocupante do Planalto poderia ter tornado público seu extrato financeiro por iniciativa própria, sem a necessidade de acionar o órgão eleitoral.
Ambos os documentos protocolados pelas campanhas foram direcionados ao ministro André Mendonça, que atua como relator do processo na corte superior.