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A Comissão Externa da Câmara dos Deputados de Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil ouviu, na quarta-feira (21), relatos dramáticos sobre crianças desaparecidas em três estados brasileiros: Maranhão, Rio de Janeiro e Pará.
Participantes e defensores jurídicos destacaram obstáculos severos para acompanhar os inquéritos.
Eles apontaram a escassez de dados concretos sobre o paradeiro dos menores e os impactos psicológicos gerados nas famílias afetadas.
Clarice Cardoso, genitora de Ágatha Isabelly e Allan Michael, sumidos em janeiro na zona rural de Bacabal (MA), relatou que o processo segue inconclusivo após meses de angústia.
A advogada Nathaly Moraes levantou a hipótese de tráfico humano.
Ela criticou a ausência de cooperação imediata com a Polícia Federal diante dessa linha investigativa.
A defesa também denunciou a culpabilização recorrente das mães por parte das autoridades policiais.
Marize Araújo, cuja criança sumiu na Praia da Barra da Tijuca (RJ), rejeitou a tese oficial de afogamento.
Ela apontou falhas na apuração e câmeras desligadas.
Já Geycyara Souza Gonçalves cobrou respostas sobre o caso de seu filho no Pará.
O advogado Elisson Araújo sugeriu a coleta de biometria facial infantil e maior integração policial.
O deputado Fernando Rodolfo prometeu articular propostas para facilitar a atuação federal nesses casos.