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Sábado, 07 de Novembro 2026
Política

Assédio eleitoral no trabalho dispara 75% após o segundo turno

Governo estuda criar lista suja para punir empresas que praticam discriminação política contra funcionários

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Assédio eleitoral no trabalho dispara 75% após o segundo turno
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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As denúncias de assédio eleitoral dispararam mais de 75% logo após o segundo turno das eleições, totalizando 1.459 registros em apenas três dias, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

O volume recente representa cerca de 40% de todas as 3.396 ocorrências recebidas pelo órgão ao longo do ano. São Paulo lidera os registros, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O aumento coincide com a multiplicação de relatos sobre pressões, boicotes e demissões motivadas por divergências políticas entre patrões e empregados.

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Na terça-feira, a Justiça do Trabalho proibiu liminarmente uma deputada fluminense de incentivar empregadores a discriminar trabalhadores por suas convicções.

Já na quarta-feira, o Ministério do Trabalho informou que avalia a criação de uma lista suja para penalizar companhias envolvidas nesse tipo de prática ilegal com restrições de crédito.

Resposta rápida prometida pelo TST

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, alertou que a reação institucional será dura e rápida contra os infratores.

O trabalhador que sofrer perseguição política pode acionar a Justiça. A legislação protege o empregado contra práticas discriminatórias e prevê reiteração ou indenizações severas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil