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As denúncias de assédio eleitoral dispararam mais de 75% logo após o segundo turno das eleições, totalizando 1.459 registros em apenas três dias, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O volume recente representa cerca de 40% de todas as 3.396 ocorrências recebidas pelo órgão ao longo do ano. São Paulo lidera os registros, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O aumento coincide com a multiplicação de relatos sobre pressões, boicotes e demissões motivadas por divergências políticas entre patrões e empregados.
Na terça-feira, a Justiça do Trabalho proibiu liminarmente uma deputada fluminense de incentivar empregadores a discriminar trabalhadores por suas convicções.
Já na quarta-feira, o Ministério do Trabalho informou que avalia a criação de uma lista suja para penalizar companhias envolvidas nesse tipo de prática ilegal com restrições de crédito.
Resposta rápida prometida pelo TST
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, alertou que a reação institucional será dura e rápida contra os infratores.
O trabalhador que sofrer perseguição política pode acionar a Justiça. A legislação protege o empregado contra práticas discriminatórias e prevê reiteração ou indenizações severas.