A cerimônia de transferência de comando do Ministério da Agricultura e Pecuária ocorreu nesta quarta-feira, 1º de abril, em Brasília, nas instalações da Embrapa. O ministro Carlos Fávaro passou oficialmente o cargo para o novo ministro, André de Paula.
Com uma carreira pública de mais de quatro décadas, André de Paula chega ao Ministério da Agricultura e Pecuária após liderar o Ministério da Pesca e Aquicultura desde janeiro de 2023. Nascido no Recife (PE) e formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o recém-empossado ministro possui uma trajetória consolidada nos âmbitos Legislativo e Executivo, com experiência em áreas como produção rural, reforma agrária, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Durante seu discurso, o novo titular da Agricultura e Pecuária, André de Paula, enfatizou as diretrizes de sua gestão.
“Assumo o ministério com o compromisso de manter a continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que fundamentam o setor, assegurando previsibilidade e confiança para o Brasil. Continuaremos a fortalecer programas como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural. Estaremos atentos às inovações tecnológicas que definem o presente e o futuro do agronegócio”, declarou.
André de Paula também ressaltou os pilares estratégicos que guiarão as ações da Pasta.
“Estaremos atentos às transformações tecnológicas que moldam o futuro do agro. Inovação, automação e o uso estratégico da inteligência artificial já são realidade no campo e serão cada vez mais decisivos. A Embrapa deve ser fortalecida, com base técnica e visão estratégica. Produzir alimentos hoje exige qualidade, segurança e sustentabilidade. A defesa agropecuária segue como pilar essencial. Nosso sistema sanitário é um ativo estratégico e continuará sendo tratado como prioridade”, enfatizou.
O novo ministro concluiu expressando gratidão ao ex-ministro.
“É preciso reconhecer os resultados do Mapa sob a condução do ministro Carlos Fávaro e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consolidaram o Brasil como potência global. A gestão de Fávaro foi marcada por seriedade e compromisso público, deixando uma base sólida, institucional, técnica e estratégica, que orienta o presente e projeta o país para o futuro”, finalizou o ministro André.
Em sua manifestação, o ex-ministro e atual senador Carlos Fávaro destacou os progressos alcançados e o processo de modernização implementado à frente da pasta.
“Hoje, por exemplo, tive a alegria de saber que o primeiro navio brasileiro carregado de DDG, coproduto da produção de etanol à base de milho, já está sendo carregado e segue para a China. São oportunidades que têm transformado a realidade do Brasil e levado mais dignidade aos brasileiros. É a prova de que as exportações brasileiras vão continuar crescendo, sendo cada vez mais fortes, expressivas e relevantes”.
Fávaro encerrou seu discurso afirmando.
“Enfim, é uma prestação de contas, talvez um pouco longa, mas resultado de muito trabalho e do esforço de muitas pessoas ao longo desse período. André, siga em frente. Você é tão ou mais competente e vai liderar esse time do Ministério, construindo ainda mais resultados.”
A transição ministerial ocorre em um cenário de continuidade das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário, um dos principais motores da economia nacional. Dinâmico e resiliente, o agronegócio brasileiro prossegue em expansão, impulsionado por inovação, sustentabilidade e ampliação de mercados, reafirmando seu papel estratégico na geração de emprego, renda e segurança alimentar para o Brasil e o mundo.
A cerimônia contou com a presença do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; do ministro empossado da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo; da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; além de todo o corpo técnico do Mapa.
Balanço da Gestão
Carlos Fávaro apresentou durante o evento um resumo de sua gestão à frente do Mapa, com ênfase no recorde histórico de abertura de 555 novos mercados internacionais em três anos. Esse resultado foi impulsionado por uma estratégia de diplomacia comercial ativa, diálogo internacional e fortalecimento da confiança sanitária, permitindo ao Brasil expandir suas exportações mesmo em meio a tensões comerciais globais e manter sua liderança como fornecedor mundial de alimentos.
No período, a gestão também se destacou pela ampliação do crédito rural, com a liberação de R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, volume que superou em mais do dobro o do governo anterior. Esse esforço fortaleceu a capacidade produtiva, incentivou investimentos no campo, gerou emprego e renda, e ampliou instrumentos como o seguro rural. Paralelamente, programas como o Caminho Verde Brasil e o Eco Invest mobilizaram mais de R$ 50 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, reincorporando cerca de 4,5 milhões de hectares ao sistema produtivo.
O balanço também evidenciou o crescimento do agronegócio, que registrou alta de 11,7% em 2025 e contribuiu significativamente para o PIB nacional, além de uma produção recorde superior a 1,3 bilhão de toneladas. A gestão ainda consolidou a defesa agropecuária, respondendo com agilidade a crises sanitárias e garantindo a credibilidade internacional do Brasil. Ampliou-se o acesso de pequenos produtores aos mercados por meio do SISBI, modernizaram-se sistemas públicos e reforçaram-se instituições estratégicas como a Embrapa, ao mesmo tempo em que se investiu na valorização do serviço público e na infraestrutura rural.