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Domingo, 08 de Novembro 2026
Saúde

Relatório da Agência Lupa aponta que desinformação em saúde domina a internet

Estudo revela que 87,3% dos conteúdos virais checados nos últimos nove anos eram falsos, com forte impacto durante a pandemia.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Relatório da Agência Lupa aponta que desinformação em saúde domina a internet
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Agência Lupa divulgou um levantamento inédito revelando que 87,3% dos conteúdos virais sobre desinformação em saúde analisados entre março de 2017 e junho deste ano eram falsos. O estudo faz parte do relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, que contou com o patrocínio da Afya, avaliando uma amostra total de 764 materiais checados, dos quais 667 foram desmentidos.

De acordo com os dados compilados pela entidade, a média anual foi de quase 72 boatos espalhados rapidamente pela internet. Esse volume sofreu uma alta expressiva durante a crise sanitária da covid-19, período em que a Lupa verificou cerca de dez vezes mais publicações suspeitas do que nos três anos anteriores.

As estratégias mais comuns para enganar o público incluem o uso de falsas autoridades, táticas que corresponderam a 21,6% dos casos mapeados. Em seguida, aparecem o apelo ao medo, a distorção de dados científicos e a promessa de soluções simples para questões complexas.

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Impacto das redes e principais temas

O WhatsApp liderou as ocorrências associadas aos boatos, presente em mais de 70% das 498 checagens avaliadas até meados deste ano. O Facebook e o Instagram completam a lista das plataformas mais recorrentes na disseminação dessas mentiras.

Entre os assuntos mais abordados nas verificações da Lupa ao longo de quase uma década estão a covid-19, tratamentos milagrosos e dicas de nutrição. O levantamento também destacou que a presença de figuras públicas em boatos é frequente, embora muitas vezes seja usada por terceiros sem o consentimento dos citados.

Desinformação sobre vacina continua

Antes da pandemia, as publicações sobre imunizantes representavam 9,1% das checagens da agência. Esse índice saltou para 38,9% entre 2022 e 2024. Das 244 alegações sobre vacinas investigadas no período completo, 212 (86,9%) foram taxadas como falsas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil