Aguarde, carregando...

Sábado, 07 de Novembro 2026
Saúde

Ministério da Saúde e Einstein criam IA para triagem de doenças de pele

Chamada de CUTIS-AI, a nova tecnologia funciona sem internet e já atinge 80% de precisão na identificação de lesões dermatológicas em testes.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Ministério da Saúde e Einstein criam IA para triagem de doenças de pele
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

O Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein desenvolveram uma nova solução de inteligência artificial voltada para a triagem e identificação de doenças de pele na rede pública. O sistema foi projetado para auxiliar profissionais da Atenção Primária à Saúde em todo o Brasil, otimizando o diagnóstico precoce de enfermidades dermatológicas.

Batizada de CUTIS-AI, a ferramenta combina fotografias das lesões dos pacientes a dados epidemiológicos, clínicos e sociodemográficos da população brasileira. O aplicativo opera de maneira autônoma e pode ser consultado mesmo em regiões remotas sem acesso à internet, apresentando atualmente uma taxa de assertividade de aproximadamente 80%.

A tecnologia é capaz de reconhecer quadros complexos, como hanseníase, leishmaniose cutânea, esporotricose, cromoblastomicose, lobomicose e tuberculose cutânea. Além disso, o software auxilia no reconhecimento de envenenamentos por acidentes loxoscélicos, causados pela picada da aranha-marrom.

Publicidade

Leia Também:

Apoio técnico sem substituir a análise clínica

Os desenvolvedores ressaltam que o CUTIS-AI atua exclusivamente como um suporte à decisão médica, sem pretensão de substituir a avaliação dos profissionais de saúde. O aplicativo foi estruturado com base em entrevistas diretas com equipes que atuam na linha de frente do SUS.

De acordo com Isabelle Carvalho, cientista de dados do Hospital Israelita Albert Einstein, a iniciativa busca suprir a escassez de especialistas em localidades mais isoladas. “O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas”, afirmou a pesquisadora.

Até o momento, os testes clínicos envolveram cerca de 1,4 mil pacientes e compilaram um acervo com mais de 4 mil fotografias de lesões. Essa diversidade no banco de dados é fundamental para treinar o algoritmo a reconhecer os diferentes fototipos e especificidades da população nacional.

O secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior, enfatizou a relevância de padronizar uma base de dados nacional. “Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele e perfis epidemiológicos, é essencial”, explicou.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil