Após dez dias de monitoramento sigiloso, os serviços de Inteligência da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e do 21º BPM desarticularam, na quarta-feira (1º), um esquema sofisticado de cultivo e produção de entorpecentes em estufas, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco.
A operação contou com apoio da Cavalaria e resultou na descoberta de três imóveis utilizados para o plantio e processamento de maconha, inclusive com produção do skank — droga de alta potência psicoativa, conhecida como “supermaconha”.
A investigação teve um ponto-chave quando um homem foi abordado nas proximidades do Privê Cortegada, em atitude suspeita e manuseando entorpecentes. Durante o interrogatório, ele confessou ser o responsável pelos cuidados das plantações e indicou os locais onde funcionavam as estufas.
Nas residências vistoriadas, foram apreendidos:
- Diversos pés de maconha;
- Porções da droga em diferentes fases (mudas, flor, prensada);
- Equipamentos específicos de cultivo em estufa;
- Insumos utilizados na produção.
Prejuízo milionário ao tráfico
Segundo a polícia, o material apreendido representa um alto prejuízo financeiro para o tráfico de drogas. Os valores de mercado impressionam:
- Maconha prensada: R$ 2 mil a R$ 3 mil por quilo;
- Maconha em flor: R$ 5 mil a R$ 6 mil por quilo;
- Skank: até R$ 30 mil por quilo.
As drogas seriam destinadas à distribuição em diversas cidades do Agreste e da Zona da Mata pernambucana.
O suspeito detido e todo o material recolhido foram levados para a Delegacia de Vitória de Santo Antão, onde foram tomadas as providências legais cabíveis. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.