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Sábado, 07 de Novembro 2026
Saúde

Aumento do investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil

Estudo da McKinsey indica que ações custo-efetivas e prevenção até 2050 aumentam a produtividade e a expectativa de vida no país.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Aumento do investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O direcionamento estratégico do investimento em saúde no Brasil pode evitar 739 mil mortes prematuras e injetar mais de R$ 1 trilhão no PIB até 2050. Os dados são do estudo internacional divulgado nesta terça-feira pelo McKinsey Health Institute.

Segundo Brad Herbig, diretor do instituto, a ampliação de verbas precisa focar em ações custo-efetivas amparadas por evidências científicas. O especialista discursou em San José, na Costa Rica, durante encontro promovido pela farmacêutica Roche.

O levantamento 'A saúde das nações' avaliou cerca de 300 intervenções voltadas para 90 enfermidades e 27 fatores de risco, abrangendo desde medidas preventivas globais até tratamentos avançados.

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Impactos na qualidade de vida e na economia

Para o cenário brasileiro, a pesquisa calcula um acréscimo de cinco anos na expectativa de vida, alcançando 85 anos. Além disso, a estimativa de tempo vivido com plena saúde subiria para 76 anos.

Em termos financeiros, cada dólar aplicado em intervenções eficientes gera um retorno de 2,1 dólares ao PIB nacional. Esse impacto econômico decorre da maior produtividade e da redução do adoecimento na população jovem.

Aproximadamente 59% do resultado positivo no Brasil vem de medidas preventivas. Muitas dessas ações ocorrem fora dos hospitais, como a aplicação de políticas fiscais sobre álcool, tabaco e ultraprocessados.

Ações estratégicas e panorama regional

No âmbito individual, destacam-se o controle da pressão arterial, combate à obesidade e diagnósticos precoces de câncer. Medicamentos psiquiátricos e cirurgias no tempo correto também possuem alto potencial de transformação.

A América Latina destina em média apenas 3,7% do PIB à saúde, índice muito inferior aos 7,9% observados em países de alta renda. Menos de 5% desses aportes latinos focam em prevenção.

Sem essas mudanças organizacionais, a disparidade entre a expectativa de vida e os anos vividos com enfermidades continuará crescendo, agravada pelo envelhecimento populacional acelerado e pelos impactos climáticos na região.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil