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O presidente Vladimir Putin manifestou, nesta quinta-feira (5), forte descontentamento com nações que barram o retorno do esporte russo às competições globais. O impasse ganhou força após diversas seleções europeias confirmarem o boicote ao Campeonato Mundial de Hóquei no Gelo de 2027, motivado pela continuidade da guerra na Ucrânia.
Dinamarca, Noruega, Suécia e República Tcheca uniram-se à Finlândia na decisão de não enfrentar a Rússia no torneio, que será sediado na Alemanha. Desde 2022, o país enfrenta exclusões sistemáticas pela Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), embora o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) tenha emitido parecer favorável à participação de Moscou.
Tensões políticas no cenário esportivo
Durante uma reunião governamental, Putin classificou as restrições vigentes como medidas de cunho político, e não jurídico. O governante aproveitou a ocasião para elogiar o Comitê Olímpico Internacional e o TAS pela postura que, segundo ele, respeita os princípios da Carta Olímpica, em um momento de leve flexibilização das sanções.
Apesar da retórica do Kremlin, o cenário permanece restritivo. O Canadá, por exemplo, confirmou que a Rússia está fora do próximo Campeonato Mundial Juvenil de Hóquei no Gelo. Vale ressaltar que, embora o Mundial de 2027 esteja previsto para maio, o sorteio e o cronograma oficial do evento já foram definidos sem a inclusão da equipe russa.
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