Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A Uefa e suas federações filiadas anunciaram, nesta quinta-feira (8), em Berlim, que perderam a confiança na atual gestão de Gianni Infantino e apresentaram um manifesto exigindo uma profunda reforma na Fifa, enquanto a Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou apoio unânime à reeleição do dirigente.
Durante o encontro na Alemanha, Aleksander Ceferin, atual presidente da Uefa, confirmou que buscará um novo mandato para liderar o futebol europeu. Ceferin aceitou o apelo de 55 associações nacionais e concorrerá a um último mandato no pleito agendado para abril de 2027.
Com exceção do Azerbaijão, as federações da Europa alinharam-se ao documento que propõe reestruturações na entidade máxima do esporte. Para a Uefa, mudanças apenas institucionais não bastam; é necessária uma nova liderança ética, experiente e comprometida com a integridade global.
Propostas de governança e divisão de poderes
O manifesto europeu sugere uma clara separação de poderes entre o Congresso, o Conselho, o Bureau, a presidência e a secretaria-geral. A intenção é que nenhum indivíduo centralize decisões e que haja maior transparência administrativa e financeira nos processos da Fifa.
A Uefa também defende que alterações no calendário internacional de jogos exijam aprovação unânime do Bureau. Na esfera financeira, o grupo pede blindagem política para as verbas de desenvolvimento, garantindo que os recursos do programa Fifa Forward cheguem diretamente às associações.
África mantém apoio incondicional a Infantino
Em contrapartida, a CAF adotou uma postura de suporte irrestrito ao atual mandatário. Reunidas em Cabo Verde, as 54 associações do continente africano oficializaram voto de confiança incondicional à permanência de Gianni Infantino no cargo.
O presidente da confederação africana, Patrice Motsepe, formalizou a decisão diante do próprio Infantino. Motsepe agradeceu publicamente ao dirigente pelos investimentos e projetos estruturais direcionados ao desenvolvimento do futebol no continente africano nos últimos anos.