Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A atleta Tifanny Abreu e o clube Osasco acionaram formalmente a Justiça Desportiva para tentar reverter o veto que impede a participação da jogadora na Superliga de vôlei. A medida busca assegurar a presença da oposta na Supercopa e no campeonato nacional, após restrições impostas pelas novas normativas para atletas trans.
O pedido de liminar foi protocolado por meio de um mandado de garantia. A movimentação jurídica ocorre porque a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) validou as inscrições das demais atletas da equipe, mas manteve a pendência específica em relação à oposta.
A ação visa garantir que Tifanny possa atuar enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não emite um veredito definitivo sobre o caso. A restrição tem como base a nova política de elegibilidade divulgada pela CBV em 14 de agosto.
A diretriz adota orientações alinhadas ao Comitê Olímpico Internacional (COI). O regulamento determina a triagem do gene SRY como critério para atuar na categoria feminina, impactando também competições como a Copa Brasil de 2027.
Durante o lançamento oficial da temporada, Tifanny criticou a condução da mudança nas regras. A atleta destacou que atua pelo Osasco há seis anos e lamentou publicamente a possibilidade de interrupção forçada de sua trajetória nas quadras.
"Estou esgotada, exausta e profundamente humilhada", declarou a jogadora, reforçando o desejo de encerrar sua carreira de forma digna e sem impedimentos legais para exercer sua profissão.