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O técnico Seedorf comandará o Corinthians diretamente do banco de reservas nesta quarta-feira. A equipe alvinegra enfrenta o São Paulo a partir das 21h30, na Vila Belmiro, em Santos, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Conforme informado pelo clube paulista, a CBF autorizou a presença do treinador holandês utilizando uma licença provisória emitida pela própria entidade nacional.
Dessa forma, o comandante continuará liberado pela CBF até que a Conmebol emita um posicionamento definitivo sobre a situação burocrática envolvendo suas credenciais.
Nas últimas horas, a diretoria alvinegra encaminhou a documentação fornecida pela Federação Holandesa para comprovar a experiência exigida e solicitou uma reconsideração por parte da Conmebol.
Esse material será encaminhado pela CBF para validação na Uefa. A entidade europeia repassará a resposta final diretamente para a Conmebol.
Enquanto o processo não é concluído, com encerramento previsto para a próxima semana, o profissional segue autorizado pela CBF a exercer suas funções normalmente no clube.
Inclusive, o holandês participou de uma entrevista coletiva nesta terça-feira no CT Joaquim Grava, acompanhado pelos atletas Yuri Alberto e Memphis Depay.
Busca por recuperação no campeonato
O treinador tenta embalar o seu segundo triunfo consecutivo à frente do time paulista, que ainda luta para deixar a zona de rebaixamento da competição nacional.
O primeiro resultado positivo aconteceu na última sexta-feira, quando o grupo derrotou o Mirassol por 2 a 0 na Neo Química Arena.
Entenda o caso
As dúvidas da Conmebol giram em torno do tempo de experiência acumulado pelo comandante. A confederação sul-americana exige três anos de trabalho em equipes profissionais para validar a certificação apresentada.
Desde a sua estreia na função em 2014, o técnico passou por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e pela seleção de Camarões.
Nesse intervalo, o ex-jogador somou aproximadamente 27 meses de atividade, montante inferior aos 36 meses estipulados pela entidade.
O comandante possui a licença PRO, considerada a mais avançada da Uefa. Para reverter o veto, o clube argumenta que a contagem deve incluir os três anos em que ele integrou o Conselho de Supervisão da Federação Holandesa e sua experiência como docente em cursos da Uefa.