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Sábado, 07 de Novembro 2026
Direitos Humanos

Racismo religioso e direitos marcam o debate nas eleições no Brasil

Estudo do Idafro aponta divergências entre candidatos sobre temas cruciais para a igualdade racial e a proteção de povos de terreiro.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Racismo religioso e direitos marcam o debate nas eleições no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O combate ao racismo religioso e a preservação das liberdades individuais figuram como temas centrais no cenário das eleições no Brasil, que ocorrem neste domingo (25). Com o objetivo de orientar o eleitorado, o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) divulgou um dossiê comparativo entre as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O documento analisa posições sobre ações afirmativas e políticas públicas. Enquanto o programa de Lula aborda a regularização de quilombos e a proteção de territórios indígenas, o texto do Idafro aponta que o plano de Flávio Bolsonaro omite termos fundamentais como inclusão racial, cota e laicidade.

Divergências nas propostas

Um ponto de atenção no levantamento é a segurança pública. O instituto alerta que a proposta de Flávio Bolsonaro para o uso de reconhecimento facial pode ampliar a criminalização de pessoas negras. Estudos citados pela entidade indicam que tecnologias de identificação apresentam taxas de erro superiores em rostos pretos e pardos, gerando riscos de prisões indevidas.

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Em contrapartida, as diretrizes de Lula focam na redução da violência contra a juventude negra. O dossiê também ressalta o histórico recente, mencionando a criação de políticas para povos de terreiro em 2024, visando proteger a integridade desses espaços culturais e religiosos.

Desafios da intolerância

O período eleitoral também foi marcado pelo uso de desinformação. O estudo recorda episódios de ataques virtuais contra figuras públicas, utilizando inteligência artificial para estigmatizar práticas de matriz africana. O Idafro reforça que tais narrativas prejudicam diretamente as comunidades de terreiro.

Dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, confirmam a gravidade da situação. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, foram registradas 2.774 denúncias de intolerância religiosa no país. O serviço permanece disponível 24 horas para atendimento gratuito à população.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil