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Domingo, 08 de Novembro 2026
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Promotoria argentina pede prisão de médicos no caso Maradona

Defesa e acusação se enfrentam na fase final do julgamento que apura negligência e omissão no atendimento ao ex-jogador em 2020.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Promotoria argentina pede prisão de médicos no caso Maradona
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Na Argentina, a Promotoria solicitou nesta quinta-feira (8) penas de quatro a 12 anos de prisão para a equipe de saúde envolvida no caso Maradona. O pedido ocorre na fase final do julgamento em San Isidro, que investiga as circunstâncias da morte do ex-jogador em 2020, sob a acusação de que o atendimento médico domiciliar prestado ao astro foi gravemente inadequado e omisso.

O promotor Patricio Ferrari demandou 12 anos de reclusão para o médico particular Leopoldo Luque. Para a coordenadora Nancy Forlini, a solicitação foi de 10 anos, enquanto a psiquiatra Agustina Cosachov enfrenta um pedido de oito anos de detenção. A acusação também exige a suspensão do exercício profissional do trio por uma década.

Acusações de homicídio com dolo eventual

Os três principais profissionais respondem por homicídio com dolo eventual. Essa tipificação legal indica que os réus assumiram o risco do óbito, agindo com indiferença diante da deterioração da saúde do paciente. Segundo Ferrari, os envolvidos previram o perigo iminente, mas decidiram ignorá-lo durante a internação domiciliar.

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Por outro lado, três integrantes do corpo de enfermagem e psicologia foram denunciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Para esses profissionais, o Ministério Público sugeriu penas mais brandas, variando de quatro a cinco anos de prisão, justificando que houve imperícia e negligência, mas sem a comprovação de dolo.

Pedidos de restrição e absolvição

Apesar dos pedidos de condenação, o promotor optou por não requerer a prisão preventiva imediata dos réus, sugerindo apenas a proibição de deixarem o território argentino. Além disso, a acusação retirou as queixas contra o clínico geral Pedro Di Spagna, que celebrou a decisão de absolvição diante dos jornalistas locais.

Durante a sessão, a exibição de imagens do corpo de Diego Maradona gerou forte comoção entre suas filhas, Dalma, Gianinna e Jana, que acompanhavam o rito processual. O promotor Cosme Iribarren reforçou que o falecimento do craque, ocorrido por insuficiência respiratória e parada cardíaca após uma cirurgia cerebral, poderia ter sido facilmente evitado.

Críticas à estrutura de atendimento

A acusação de negligência classificou a equipe médica como um "grupo de improvisados" que abandonou o ex-jogador à própria sorte, descumprindo deveres básicos da medicina. O advogado das filhas do atleta considerou a argumentação da promotoria impecável, enquanto a defesa da psiquiatra contesta a tese de dolo eventual, apontando fragilidades técnicas na denúncia do Ministério Público.