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Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal na noite de terça-feira, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se contrária ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A instituição argumenta que faltam elementos concretos para justificar a medida cautelar.
O mesmo entendimento foi adotado em relação ao diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. O documento oficial leva as assinaturas do procurador-geral Paulo Gonet, do vice-PGR Hildebrando Chateaubriand e de dois subprocuradores.
De acordo com o texto enviado ao STF, a simples posição hierárquica não basta para responsabilizar os agentes públicos. É preciso comprovar a participação imprópria em atos ilícitos por meio de evidências específicas.
A PGR também destacou que a suspensão das autoridades policiais gera impactos profundos e representa um risco evidente à ordem pública, extrapolando os limites de um único processo em andamento.
As autoridades haviam sido afastadas em 8 de setembro por decisão do ministro André Mendonça, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras e corrupção ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.