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Sábado, 07 de Novembro 2026
Economia

Prévia da inflação oficial desacelera e IPCA-15 fecha outubro em 0,32%

Indicador atinge 4,62% no acumulado de 12 meses e supera o teto da meta estabelecida pelo governo federal.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Prévia da inflação oficial desacelera e IPCA-15 fecha outubro em 0,32%
© Arquivo/Agência Brasil
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A inflação oficial prévia de outubro registrou alta de 0,32%, recuando para menos da metade da taxa observada no mês anterior (0,7%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com este resultado, o IPCA-15 passou a acumular alta de 4,62% no período de 12 meses. O patamar superou a meta estipulada pelo governo, que tolera um limite de até 4,5% ao ano. Em setembro, o indicador acumulado estava em 4,47%.

O comportamento dos grupos de produtos e serviços monitorados pelo IBGE no mês de outubro variou da seguinte forma:

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- Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 ponto percentual)

- Despesas pessoais: 0,55% (0,06 p.p.)

- Vestuário: 0,53% (0,02 p.p.)

- Comunicação: 0,43% (0,02 p.p.)

- Artigos de residência: 0,28% (0,01 p.p.)

- Saúde e cuidados pessoais: 0,15% (0,02 p.p.)

- Educação: 0,09% (0,01 p.p.)

- Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

- Habitação: -0,10% (-0,02 p.p.)

No setor de alimentação e bebidas, o órgão estatístico apontou que a comida consumida no domicílio subiu 1,01%, acelerando em relação aos 0,38% de setembro.

As pressões mais fortes do grupo vieram dos seguintes itens:

Tomate: 24,54%

Cebola: 13,63%

Batata-inglesa: 10,96%

Arroz: 5,80%

O tomate representou o item individual com maior peso na pressão sobre o índice no período.

Em contrapartida, as principais quedas observadas foram na cenoura (-10,67%), nas frutas (-1,37%) e no café moído (-1,16%).

Dentro do grupo de transportes, o avanço foi impulsionado pelos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro, destacando-se o óleo diesel (3,70%), o etanol (2,73%) e a gasolina (0,92%).

As passagens aéreas registraram barateamento médio de 9,24%, figurando como o subitem que exerceu o maior impacto negativo na prévia do mês (-0,08 p.p.).

O único setor a apresentar retração foi a habitação (-0,10%), influenciado pela queda no custo da energia elétrica residencial, que variou -0,89%.

A mudança ocorreu devido ao retorno da bandeira tarifária verde, que eliminou a cobrança extra dos consumidores (saiba mais).

Avaliação de especialistas

Para o economista Roberto Luis Troster, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o alívio nos preços não ocorreu de forma ampla, persistindo pressões importantes nos alimentos.

“A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação. Em resumo: ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”, avalia.

Metodologia e próximos passos

O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante à do índice oficial, servindo de parâmetro para a meta governamental de 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto percentual.

A principal diferença reside no calendário de coleta, que ocorreu entre 16 de setembro e 14 de outubro para este resultado. O índice oficial fechado de outubro será divulgado em 12 de novembro.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil