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A partir deste sábado (7), os cartões de vale-refeição e vale-alimentação começam a passar por transformações importantes no país. A principal novidade é a chegada da interoperabilidade, permitindo que o saldo seja processado em qualquer maquininha habilitada, desde que o comércio aceite a modalidade.
Essa transição faz parte da atualização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
O processo gradual começou em maio e avança rumo ao prazo final em novembro.
A medida abrange marcas conhecidas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile.
O intuito governamental é incentivar a concorrência e simplificar a aceitação no comércio.
O que muda na prática?
A implementação da interoperabilidade significa que os cartões não ficarão presos a maquininhas exclusivas.
No entanto, a mudança não torna o aceite obrigatório para todos os estabelecimentos.
A rede credenciada dependerá da adesão voluntária dos comércios locais.
Limites e taxas
As novas diretrizes também estabelecem tetos para os custos cobrados dos lojistas.
A taxa máxima cobrada pelas operadoras sobre as transações do PAT fica limitada a 3,6%.
Já a tarifa de intercâmbio tem teto de 2% nas operações entre os participantes.
O prazo de repasse dos valores aos comerciantes caiu para até 15 dias corridos.
Desafios técnicos
Apesar do cronograma, entidades como a Abrasel apontam dificuldades operacionais.
Os sistemas das empresas ainda precisam de total integração para o funcionamento pleno.
Além disso, o setor enfrenta questionamentos judiciais movidos por algumas operadoras.