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Domingo, 08 de Novembro 2026
Economia

PIB brasileiro cresce 0,5% em agosto após dois meses de queda, aponta FGV

Levantamento do Ibre indica recuperação puxada pela indústria extrativa e pelo setor de serviços após período de retração.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
PIB brasileiro cresce 0,5% em agosto após dois meses de queda, aponta FGV
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Após registrar dois meses seguidos de retração, a atividade do PIB brasileiro voltou a avançar e marcou alta de 0,5% na passagem de julho para agosto. Com esse desempenho, o indicador alcança uma expansão de 1,8% no acumulado de 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Monitor do PIB. O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa realiza estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto. O índice mede o total de bens e serviços produzidos no país, unindo informações de diferentes setores.

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O Monitor do PIB atua como uma prévia do indicador oficial. Veja como variou o índice nos últimos meses:

  • Agosto: 0,5%
  • Julho: -0,3%
  • Junho: -0,9%
  • Maio: 0,6%
  • Abril: 0,3%
  • Março: 0,1%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,6%

O mês de agosto apresentou avanço de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre encerrado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% na comparação anual.

Motores da recuperação

A FGV destacou que a alta foi impulsionada principalmente pela indústria extrativa e pelo setor de serviços. O economista Claudio Considera aponta que a oferta refletiu esses ganhos.

“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, afirmou o pesquisador do Ibre.

Ele também ressaltou que, mesmo com juros elevados e inflação persistente, a atividade econômica demonstra resiliência e capacidade de retomada.

Projeções e mercado

O Monitor do PIB serve como importante termômetro nacional. O Banco Central divulgou recentemente o IBC-Br, que apontou alta de 0,3% no mesmo período.

O relatório Focus estima que o crescimento total do ano encerre em 1,83%. Já o Ministério da Fazenda projeta alta de 2% para a economia brasileira.

Resultado oficial

Os números definitivos são calculados pelo IBGE. A próxima divulgação oficial ocorrerá em 2 de dezembro, cobrindo o terceiro trimestre.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil