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A Justiça Eleitoral iniciou o funcionamento da Central de Intermediação em Libras (CIL), um novo serviço voltado a garantir autonomia para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Lançada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ferramenta permite a comunicação direta entre eleitores e servidores por meio de videochamadas ou mensagens de texto, eliminando barreiras de acessibilidade em todo o território nacional.
O sistema funciona com o apoio de intérpretes que traduzem a Língua Brasileira de Sinais para o português durante o atendimento. A solução é acessível via celular, tablet ou computador, abrangendo tanto o TSE quanto os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs), além de oferecer suporte a brasileiros residentes no exterior.
Inclusão e tecnologia
A iniciativa visa democratizar o acesso aos serviços eleitorais, superando a limitação atual em que apenas cinco TREs possuem intérpretes fixos. Agora, unidades presenciais contarão com equipamentos para conectar os cidadãos à central, assegurando maior privacidade e independência para o eleitor com deficiência.
Segundo dados do IBGE de 2022, o Brasil possui mais de 2 milhões de pessoas com deficiência auditiva. Informações do TSE indicam que cerca de 182,3 mil eleitores possuem esse perfil, o que representa aproximadamente 8,37% do eleitorado com deficiência no país.
Como acessar o serviço
O atendimento ocorre por videochamada ou webchat, sem a necessidade de instalação de softwares complexos. Para utilizar o recurso sem consumir a franquia de dados móveis, o usuário deve instalar o aplicativo ICON, disponível para Android e iOS, e utilizar o QR Code fornecido pelo site oficial da Justiça Eleitoral ou em cartazes nos cartórios.
O serviço opera no horário regular de funcionamento dos tribunais, adaptando-se aos fusos horários e aos períodos de alta demanda, como o fechamento do cadastro eleitoral. Caso o cidadão não possua um dispositivo próprio, ele pode se dirigir a uma unidade física de atendimento, onde o suporte será oferecido.
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