O incidente ocorreu na madrugada de quinta-feira, 16 de abril, por volta das 2h, no bairro do Fragoso. O edifício estava desocupado há cerca de seis meses, porém, o idoso, que era proveniente do interior, utilizava o local como abrigo e dormia no térreo no momento em que a estrutura desmoronou.
Em resposta ao acontecimento, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco foram mobilizadas e conseguiram remover a vítima dos destroços. Ainda no local, o homem recebeu os primeiros socorros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi transportado para o hospital, onde seu falecimento foi confirmado.
Inicialmente, a Prefeitura de Olinda havia reportado que o idoso apresentava apenas “escoriações leves”. Contudo, moradores que auxiliaram no socorro contestaram essa informação, relatando que o estado de saúde era consideravelmente mais grave, com evidências de fraturas e lesões sérias, incluindo a perda de dedos do pé.
Morte confirmada
O óbito foi oficialmente confirmado na sexta-feira, 17 de abril, pela Polícia Civil de Pernambuco, que está conduzindo a investigação como “morte a esclarecer sem indício de crime”. O inquérito busca elucidar as circunstâncias do desabamento e as condições estruturais do imóvel.
Por meio de um comunicado, a Prefeitura de Olinda expressou seu pesar pelo falecimento de José Galdino da Silva e informou ter oferecido auxílio-funeral à família. “Disponibilizou auxílio-funeral aos familiares e aguarda retorno quanto à aceitação do suporte oferecido”, detalhou a nota.
A administração municipal também reforçou seu empenho em colaborar com o Poder Judiciário para que os proprietários de imóveis com risco estrutural realizem as demolições necessárias com a maior brevidade possível, visando prevenir ocorrências futuras.
Interdição do imóvel
Conforme informações da Defesa Civil, o imóvel que desmoronou estava interditado desde 2023, após uma inspeção indicar alto risco de colapso. Fotografias tiradas antes do incidente revelam sinais claros de deterioração, como ferragens expostas e uma das colunas sustentada precariamente por um pedaço de madeira.
A Prefeitura acrescentou que o proprietário do imóvel foi notificado na época da interdição e que o local teria sido devidamente sinalizado. Entretanto, residentes da área refutam essa versão, afirmando que não havia qualquer aviso visível que indicasse o perigo da estrutura.
A investigação prossegue para esclarecer todos os pormenores do desabamento e determinar eventuais responsabilidades.