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Sábado, 07 de Novembro 2026
Economia

Governo planeja crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1

Ministro Dario Durigan aponta financiamento e capacitação para ajudar na transição e na reforma tributária.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Governo planeja crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A equipe econômica estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que enfrentarem dificuldades com o fim da escala 6x1, disse nesta sexta-feira (16) o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan. Segundo ele, o impacto da medida sobre os empregadores ainda será avaliado, mas o governo prevê financiamento específico para a transição.

“É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou Durigan em entrevista à TV Band nesta sexta-feira (16).

A iniciativa busca ajudar os negócios a se adaptarem à nova jornada, incentivando investimentos em produtividade. O ministro também mencionou que o governo pretende apoiar companhias impactadas pela reforma tributária.

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Inovação e capacitação

Durigan afirmou que a equipe econômica ainda analisa quais setores sofrerão maior impacto com a mudança. A intenção é destinar recursos aos empreendimentos que precisarem reorganizar suas atividades.

Segundo o ministro, a adaptação envolve a modernização de processos e o treinamento de funcionários para manter a produção ativa com menos dias trabalhados.

“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional”, declarou.

Parceiros como o Sebrae devem atuar em iniciativas voltadas para a qualificação de mão de obra em pequenos negócios.

Apoio às pequenas empresas

O governo já ampliou o limite de crédito para pequenos negócios, passando de R$ 250 mil para R$ 500 mil, incluindo recursos voltados ao capital de giro.

Durigan descartou, por ora, uma desoneração da folha de pagamento, focando o suporte em financiamentos direcionados.

“Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição”, reforçou o ministro.

Impacto ainda será avaliado

A nova regra prevê dois dias de descanso remunerado e a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial.

Durigan destacou que a maior parte dos empregos no país já opera fora desse modelo, e defendeu que a inovação pode elevar a produtividade.

Juros e ajuste fiscal

Na mesma entrevista, o ministro comentou que os juros continuam sendo um desafio e defendeu a busca por superávits de forma gradual.

“Vamos continuar melhorando as contas públicas, gerando superávit, mas de maneira gradual, sem gerar incerteza”, afirmou.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil