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Sábado, 07 de Novembro 2026
Geral

Fim da escala 6x1 marca nova era na jornada de trabalho no Brasil

Emenda constitucional garante dois dias de descanso e coroa um século de lutas por melhores condições laborais no país.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Fim da escala 6x1 marca nova era na jornada de trabalho no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A recente promulgação da emenda constitucional que extingue a escala 6x1 redefine as relações de trabalho no Brasil. A mudança assegura o direito a dois dias de folga semanal e coroa mais de cem anos de mobilizações por limites na jornada e por mais tempo livre.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostram que a trajetória dos direitos laborais no país foi construída de forma gradual ao longo das últimas décadas.

Herança escravista

Antes das primeiras regulamentações, a economia nacional dependia da mão de obra escravizada por séculos. Conforme aponta o TST, o mercado voltado ao trabalho livre e remunerado possui pouco mais de cem anos.

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Essa base histórica ajuda a compreender por que a conquista de garantias sociais ocorreu de maneira lenta e compassada no território brasileiro.

Primeiros passos

No alvorecer do século 20, operários começaram a se articular para exigir limites para as extensas jornadas impostas em vários setores econômicos da época.

Registros do MTE indicam que, em 1912, a Confederação Brasileira do Trabalho (CBT) já pedia a jornada de oito horas diárias, além de indenizações e assistência médica básica.

Ministério, Justiça e CLT

Anos mais tarde, em 1918, o governo instituiu o Departamento Nacional do Trabalho. A proteção estatal avançou em 1923 com o Conselho Nacional do Trabalho, embrião da futura Justiça trabalhista.

Nos anos 1930, a criação da pasta ministerial por Getúlio Vargas impulsionou novas regras. O processo culminou na instalação da Justiça do Trabalho em 1941 e na criação da CLT em 1943.

Da Constituição Federal ao fim da escala 6x1

Durante o século 20, o limite máximo era de 48 horas semanais. A Constituição de 1988 reduziu essa marca para 44 horas, preservando o teto diário de oito horas.

Agora, a queda do modelo de seis dias de trabalho altera profundamente setores como comércio e serviços, ampliando o descanso dos profissionais.

Linha do tempo

Até 1888 – A economia baseia-se no trabalho escravizado.

1912 – CBT defende a jornada de oito horas diárias.

1918 – Criação do Departamento Nacional do Trabalho.

1923 – Fundação do Conselho Nacional do Trabalho.

1930 – Criação do Ministério do Trabalho.

1941 – Instalação da Justiça do Trabalho.

1943 – Criação da CLT.

1988 – Constituição reduz a jornada para 44 horas semanais.

2026 – Fim oficial da escala 6x1 com dois dias de folga garantidos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil