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Os eleitores do estado de Washington aprovaram na última sexta-feira (6) uma medida restritiva que proíbe atletas trans de competirem em equipes esportivas femininas. A decisão marca um revés significativo para a comunidade LGBT+ em um território historicamente alinhado aos democratas.
Com cerca de 80% das urnas apuradas, a proposta obteve 57% dos votos favoráveis, enquanto 43% rejeitaram a iniciativa. Diante do cenário, os opositores reconheceram o resultado desfavorável nas urnas.
A nova regra estabelece que meninas trans não poderão mais competir junto ou contra estudantes do sexo feminino. Para praticar esportes, as jovens precisarão se submeter a exames físicos e testes genéticos.
O avanço dessa pauta conservadora surpreendeu analistas devido ao histórico político da região. O resultado destoa do desempenho geral dos republicanos nas eleições de 3 de novembro.
Profissionais de saúde criticaram duramente a iniciativa. Segundo eles, a determinação carece de respaldo clínico e pode gerar danos psicológicos e estresse severo em menores de idade.
Especialistas em direitos civis apontam que as restrições transformam um grupo minoritário em alvo político. Por outro lado, legisladores e grupos conservadores defendem que a medida protege a equidade nas competições.
Movimentos semelhantes já foram adotados em mais da metade dos estados americanos nos últimos anos. A Suprema Corte dos Estados Unidos validou essas proibições estaduais em junho.
A votação local foi classificada como a mais severa entre quatro iniciativas semelhantes avaliadas no país, com similares aprovados no Arizona, Nebraska e Colorado.