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O Banco Central revelou nesta terça-feira que o volume total de dinheiro esquecido em instituições financeiras atingiu R$ 5,79 bilhões. O levantamento, atualizado até agosto, aponta que esses recursos podem ser consultados por cidadãos e empresas através do Sistema Valores a Receber (SVR).
Do montante total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão destinados a 2,36 milhões de companhias cadastradas.
Essa cifra demonstra uma alta de 2,6% em comparação aos R$ 5,65 bilhões contabilizados no período anterior. A retomada ocorre após um período de baixa provocado pela transferência de verbas para programas governamentais de renegociação de débitos.
Onde está o dinheiro?
Os ativos estão espalhados por diferentes setores do mercado financeiro brasileiro. Os bancos tradicionais continuam concentrando a maior fatia de todo o montante.
Veja como os valores se dividem:
- Bancos: R$ 2,46 bilhões, o equivalente a 42,4% do total
- Administradoras de consórcios: R$ 1,97 bilhão
- Cooperativas de crédito: R$ 805,6 milhões
- Instituições de pagamento: R$ 369,6 milhões
- Financeiras: R$ 121 milhões
- Corretoras e distribuidoras: R$ 68 milhões
- Outras instituições: R$ 5 milhões.
A maior parte dos beneficiários possui direito a quantias modestas. Cerca de 69,4% dos valores a receber não passam de R$ 10, enquanto faixas maiores contemplam fatias menores da população.
Como consultar valores
Todo o processo de verificação deve ser feito exclusivamente pela plataforma oficial do Banco Central. O sistema exibe se há saldo e qual entidade fará a devolução.
Para realizar a busca, informe o CPF e a data de nascimento, no caso de indivíduos, ou o CNPJ para empresas. Contas Gov.br de níveis prata ou ouro são exigidas no momento do resgate.
Herdeiros de pessoas falecidas também conseguem efetuar o pedido seguindo as regras específicas para inventariantes e representantes legais.
Atenção aos golpes
O Banco Central reforça que o serviço é totalmente gratuito. Desconfie de intermediários que cobram taxas para liberar recursos ou de mensagens com links suspeitos.