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A criação de empregos com carteira assinada no Brasil registrou um saldo positivo de 121,3 mil postos de trabalho em setembro, segundo dados do Caged divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, impulsionada pelo setor de serviços, mas contida pelos juros altos.
O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados representa uma melhora em relação ao mês anterior, contudo reflete uma desaceleração no ritmo econômico quando comparado ao mesmo período do ano passado, acumulando o menor saldo para o mês desde 2020.
Desempenho por setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados fecharam o mês com saldo positivo. Apenas a agropecuária registrou mais demissões do que contratações, um comportamento sazonal típico do início do período de plantio.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria: 19.285 postos;
- Comércio: 15.697 postos;
- Construção civil: 9.468 postos;
- Agropecuária: -4.381 postos.
Por outro lado, o segmento industrial apresentou reação positiva devido ao início da preparação das fábricas para as vendas do final de ano.
Destaques operacionais
No setor de serviços, o motor das contratações foram as atividades administrativas e serviços complementares, que somaram 18,3 mil vagas. Na sequência surgem a saúde humana e serviços sociais (15,4 mil) e o ramo de transportes e correios (13,2 mil).
A indústria teve destaque na fabricação de produtos alimentícios (17 mil vagas), enquanto o comércio varejista liderou o seu segmento com 9,43 mil novas vagas de trabalho.
Resultados regionais e salário médio
Todas as regiões brasileiras fecharam setembro com saldo positivo de contratações, lideradas pelo Nordeste (49.142 postos) e Sudeste (39.404). Entre as unidades da Federação, 26 apresentaram resultado positivo, com liderança de São Paulo (19,3 mil) e Pernambuco (13,3 mil).
O Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo (-2,9 mil), afetado pelo encerramento da safra do fumo e desaceleração do varejo.
Por fim, o salário médio real de admissão atingiu R$ 2.429,41 no mês, enquanto o total de trabalhadores formais no país alcançou a marca de 48,35 milhões.