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Os Correios iniciaram o recebimento gratuito de lixo eletrônico em mais de 6 mil agências espalhadas pelo Brasil, dispensando qualquer tipo de agendamento prévio por parte da população.
Desenvolvido em conjunto com a Circular Brain, o projeto pretende incentivar a destinação ambientalmente correta de dispositivos em desuso e estimular a economia circular no território nacional.
O lançamento ocorreu em outubro, período que reforça a conscientização sobre o descarte adequado desses resíduos perigosos para a natureza.
Para realizar o procedimento, o cidadão precisa empacotar os aparelhos em uma caixa com limite de até 30 quilos, entregando-a aberta diretamente em uma unidade participante.
O atendente encarrega-se de lacrar o volume após a conferência dos dados cadastrais do remetente, como CPF e contato, fornecendo um comprovante ao final.
São aceitos eletrônicos de pequeno porte, a exemplo de celulares, cabos, notebooks e fones, ficando excluídas as pilhas, baterias e lâmpadas.
Posteriormente, a Rede Circulare gerencia o transporte dos itens até recicladores credenciados, garantindo o rastreamento integral da carga.
Segundo Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain, a capilaridade da estatal resolve a carência de pontos de entrega em várias regiões.
O presidente da empresa, Emmanoel Rondon, ressalta que a infraestrutura postal serve como ponte para engajar os cidadãos na preservação ambiental.
Desafios do setor no país
O Brasil produz anualmente cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos tecnológicos, contudo, somente 3% desse total passam por coleta formal, conforme levantamento global de 2022.
A regulamentação brasileira, amparada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e decretos específicos, delega às empresas a obrigação de estruturarem a logística reversa.
A recuperação desses materiais evita a contaminação do solo e da água, além de reinserir insumos valiosos na cadeia produtiva sem explorar novos recursos.