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Enfrentando uma grave crise financeira, o Corinthians recebeu nesta quinta-feira (22) um ultimato da administração do Regime Centralizado de Execuções para sanar pagamentos em atraso do plano, sob risco iminente de sofrer bloqueios judiciais em suas contas bancárias.
O Ministério Público de São Paulo estipulou o prazo de 15 dias, contados a partir da última terça-feira (20), para que a diretoria alvinegra resolva as pendências financeiras que acumulam aproximadamente R$ 10 milhões em débitos não quitados.
Em comunicado oficial, o clube declarou que mantém conversas constantes com os agentes envolvidos. A instituição garantiu que vai adotar todas as providências necessárias para preservar o acordo e reorganizar o fluxo de caixa.
Entenda o mecanismo do RCE
O RCE funciona como um instrumento jurídico adotado para unificar cerca de R$ 200 milhões em dívidas trabalhistas e cíveis. Concentrar os processos em uma única vara evita penhoras diárias e organiza os pagamentos com base nas receitas.
Tramitando na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, o débito atual envolve um saldo remanescente de julho e a ausência de quitação da parcela de agosto, que atinge o montante de R$ 7,6 milhões.
Fiscalização e cobranças de credores
A Laspro Consultores Ltda., empresa responsável pela administração judicial, relatou falhas na entrega de demonstrativos contábeis recentes. Além disso, apontou inconsistências em deduções e na reclassificação de valores de patrocínios.
Credores como agências e ex-parceiros comerciais já solicitam a anulação do plano. Apesar da pressão, os órgãos fiscalizadores avaliam a manutenção temporária da blindagem para impedir um colapso administrativo na instituição.
Se as exigências legais não forem cumpridas dentro dos prazos determinados, a proteção patrimonial baseada na Lei nº 14.193/2021 será revogada. Isso resultará na retomada imediata de execuções e bloqueios nas contas do clube.