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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realiza nesta quarta-feira a penúltima reunião do ano para definir o futuro da Taxa Selic. Analistas financeiros projetam uma nova redução nos juros básicos da economia, impulsionados pelas expectativas do boletim Focus, apesar do cenário de volatilidade no câmbio.
Atualmente fixada em 13,75% ao ano, a taxa deve sofrer um ajuste para 13,5% ao ano. O anúncio oficial do colegiado ocorrerá no início da noite, revelando os próximos passos da política monetária nacional.
O encontro acontece com o Copom parcialmente desfalcado devido ao término de mandatos de diretores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não enviou ao Congresso os nomes para substituição nos cargos de Política Econômica e de Organização do Sistema Financeiro.
Desafios para a inflação
A condução da política monetária segue sob cautela devido a pressões inflacionárias ligadas ao câmbio, ao mercado de petróleo, ao aumento dos gastos públicos e aos impactos do fenômeno El Niño sobre os alimentos.
Apesar de um repique anterior, a inflação oficial mostrou desaceleração no mês passado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta menor, mas o acumulado em 12 meses segue acima do teto da meta estipulada.
O Banco Central utiliza a taxa básica para ancorar as expectativas de preços e estabilizar a economia. Quando há cortes, o crédito tende a baratear, estimulando o consumo e a atividade produtiva, embora com menor controle sobre as pressões inflacionárias.
Funcionamento da meta contínua
Pelo sistema de meta contínua, o objetivo central para a inflação é de 3%, permitindo um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A apuração ocorre mês a mês com base no acumulado de 12 meses.
As decisões do Copom continuam a moldar o cenário econômico do país, equilibrando o controle de preços com o incentivo necessário ao crescimento sustentável.