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Domingo, 08 de Novembro 2026
Esportes

Clubes como Flamengo e Fluminense defendem apostas esportivas em sessão no STF

Dirigentes alertam para perda milionária de receitas e risco de desemprego na cadeia do esporte caso a proibição do setor seja mantida.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Clubes como Flamengo e Fluminense defendem apostas esportivas em sessão no STF
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Representantes dos maiores clubes do país, incluindo Flamengo e Fluminense, participaram de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a liberação das apostas esportivas no Brasil. Durante a sessão conduzida pelo ministro Luiz Fux, os dirigentes alertaram que o fim dos patrocínios do setor pode gerar um impacto financeiro devastador e comprometer milhares de empregos no esporte nacional.

A discussão no STF ocorre em resposta a uma Medida Provisória enviada pelo Governo Federal, que suspende a exploração e a publicidade das plataformas de quota fixa em território nacional. Para que a regra passe a valer de forma definitiva, o texto ainda precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional.

Prejuízos milionários e risco de desemprego

O presidente do Fluminense, Mattheus Reis e Montenegro, reforçou que a perda dos patrocínios afetará drasticamente a saúde financeira das equipes, em especial as de menor porte. Segundo o dirigente tricolor, o clube deixará de arrecadar cerca de R$ 200 milhões por ano caso a proibição seja consolidada.

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"O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol", argumentou Montenegro ao ministro relator, destacando a vulnerabilidade dos times menores no Rio de Janeiro.

Impacto no planejamento do Flamengo

Na mesma linha, o vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, projetou um prejuízo anual de R$ 430 milhões somando o futebol e as modalidades olímpicas. O dirigente ressaltou que a medida compromete os custos de uma estrutura que conta com mais de 1.200 colaboradores diretos.

Willeman enfatizou que o planejamento orçamentário para os próximos anos foi elaborado sob a premissa de estabilidade regulatória. Investimentos pesados, como a recente contratação do meia Lucas Paquetá por mais de R$ 315 milhões, tomaram como base o fluxo financeiro assegurado por contratos vigentes.

Na abertura dos trabalhos, o ministro Luiz Fux se posicionou favorável ao banimento das empresas de apostas do mercado brasileiro. Fux assumiu a relatoria do processo por prevenção, tendo em vista sua atuação em ações anteriores que contestavam a regulamentação do segmento no país.

FONTE/CRÉDITOS: Informações do Esporte