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Sábado, 07 de Novembro 2026
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Casos de violência política nas escolas crescem durante período eleitoral

Relatos incluem agressões físicas, intimidação verbal e discriminação contra alunos motivadas por posições partidárias.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Casos de violência política nas escolas crescem durante período eleitoral
© Valter Campanato/Agência Brasil
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Diversos episódios de violência política nas escolas vêm sendo registrados em várias regiões do Brasil durante o período das eleições presidenciais. Relatos divulgados nas redes sociais apontam casos de agressões físicas, verbais e perseguições contra estudantes motivados por divergências ideológicas.

Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo gravado em uma instituição de ensino mostra dois jovens usando a bandeira do Brasil enquanto agrediam colegas vestidos de vermelho. De acordo com a autora da filmagem, os adolescentes de 15 anos também proferiram ofensas verbais e criticaram negativamente o programa Bolsa Família.

Situação semelhante ocorreu no Distrito Federal, onde um estudante de 16 anos precisou mudar de colégio após declarar voto no candidato Flávio Bolsonaro e passar a sofrer perseguições no ambiente escolar. A escalada de tensão no ambiente de ensino parece ter se intensificado após a divulgação dos resultados das urnas.

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No estado de Minas Gerais, na cidade de Araguari, alunos do curso de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) proferiram ofensas contra colegas bolsistas que declararam apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos das agressões também incluíram estudantes que vendem doces para arcar com as despesas acadêmicas.

Em resposta aos acontecimentos, a direção da Imepac divulgou uma nota oficial repudiando veementemente qualquer ato de discriminação ou intolerância, seja por motivos políticos ou por razões socioeconômicas.

Hostilidade atinge criança em Fortaleza

A intolerância política também impactou crianças fora do ambiente escolar. Em Fortaleza, um vídeo gravado pela influenciadora Valéria Diniz gerou forte repercussão ao mostrar a abordagem a Matheus, um menino autista de 9 anos que vendia balas em um bar para auxiliar no sustento da avó.

Na gravação, a influenciadora questiona o posicionamento político da família do garoto. Ao ouvir que eles votaram em Lula, pediu para o menino fazer o sinal com as mãos e, em seguida, recusou-se a comprar os doces, rindo com acompanhantes.

O caso comoveu a internet após a postagem da influenciadora, que havia declarado voto em Flávio Bolsonaro. Matheus é criado pela avó na periferia da capital cearense desde a morte da mãe, e a repercussão mobilizou motociclistas e internautas para prestar apoio à família.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil