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Bancos e instituições financeiras começam nesta sexta-feira (9) a processar a devolução de R$ 1,325 bilhão para usuários de bets. O montante, retido em contas de plataformas desativadas pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026, será restituído a cerca de 26,5 milhões de apostadores até a próxima quarta-feira (14).
O processo ocorre após o fim do prazo para saques voluntários, encerrado na segunda-feira (5). As empresas do setor tiveram até quinta-feira (8) para repassar os dados dos saldos vinculados aos CPFs dos clientes aos bancos responsáveis pela operação.
Como acompanhar o recebimento
A restituição será feita diretamente pelas instituições financeiras. Os apostadores devem monitorar as contas bancárias que utilizaram para realizar depósitos nas plataformas. O cronograma oficial prevê que, a partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal assuma casos com impedimentos operacionais.
Fiscalização e segurança
O governo federal monitora saldos elevados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que cerca de 40 CPFs estão sob análise por suspeitas de irregularidades, como lavagem de dinheiro.
Para evitar golpes, o governo reforça que a devolução ocorre automaticamente. Não é necessário pagar taxas antecipadas. Desconfie de qualquer solicitação de senhas ou códigos bancários e utilize apenas os canais oficiais para informações.
Contexto do setor
A ofensiva contra as plataformas irregulares integra um pacote econômico para combater o endividamento familiar e o vício em jogos. A regulamentação das apostas de quota fixa, iniciada em 2023, busca organizar um setor que operava sem diretrizes claras desde a legalização inicial em 2018.