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Domingo, 08 de Novembro 2026
Justiça

AGU aciona Justiça para recuperar R$ 190 milhões de facções criminosas

Medidas utilizam a legislação recente para confiscar patrimônio ilícito sem exigir condenação criminal prévia.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
AGU aciona Justiça para recuperar R$ 190 milhões de facções criminosas
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A AGU protocolou quatro ações civis públicas nesta terça-feira (20) com o propósito de reaver bens avaliados em R$ 190,3 milhões ligados a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho.

Esses processos fundamentam-se na recém-sancionada lei 15.358 de 2026, conhecida como Lei Antifacção.

O dispositivo legal autoriza o perdimento civil de propriedades de procedência ilegal sem a necessidade de aguardar uma condenação criminal prévia.

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Em comunicado oficial, o governo federal pontuou que a medida inaugura uma frente inédita no enfrentamento ao crime organizado.

O foco principal consiste em mapear, congelar e reaver recursos financeiros obtidos de maneira criminosa.

Três dessas demandas judiciais somam 87 réus associados ao PCC.

Os alvos participavam de esquemas voltados ao contrabando de agrotóxicos restritos e cigarros do Paraguai.

Tais investigações decorrem das operações denominadas Marola, Delivery e Contaminatus.

Já a quarta ação jurídica deriva da Operação Hinterland.

Neste caso, o alvo é o patrimônio acumulado através do tráfico transnacional de cocaína para o continente europeu e de esquemas de lavagem de dinheiro.

As apurações revelaram transações financeiras volumosas.

Também foram mapeadas negociações envolvendo aeronaves, automóveis de alto padrão, pedras preciosas e empresas.

O posicionamento oficial ressalta que a estratégia vai além dos autores diretos dos delitos.

A atuação atinge financiadores, laranjas, familiares e companhias de fachada usadas para ocultar riquezas.

A Procuradoria-Geral da União (PGU/AGU) protocolou os pedidos em varas federais situadas no Paraná, em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Os valores e ativos apreendidos serão direcionados para o aprimoramento da segurança pública.

O repasse ocorrerá por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou de instâncias estaduais equivalentes.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil