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Quarta-feira, 13 de Maio 2026

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Temporais em Minas Gerais: 47 mortos e 20 desaparecidos em meio à devastação

Juiz de Fora e Ubá concentram o maior número de vítimas afetadas pelas fortes chuvas.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Temporais em Minas Gerais: 47 mortos e 20 desaparecidos em meio à devastação
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), na noite desta quarta-feira (25), aponta que o número de óbitos decorrentes das enchentes e deslizamentos na Zona da Mata mineira subiu para 47.

Até o momento, foram resgatados 41 corpos de vítimas na cidade de Juiz de Fora e outros 6 em Ubá. O total de pessoas ainda consideradas desaparecidas permanece em 20.

Cerca de 120 profissionais do Corpo de Bombeiros estão mobilizados nas operações de busca e resgate. O coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3º Comando Operacional de Bombeiros em Juiz de Fora, expressou preocupação com a possibilidade de famílias retornarem a áreas de risco após serem evacuadas.

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“Pessoas que foram retiradas das áreas de risco voltaram, mas elas precisam desocupar essas áreas”, alertou o coronel durante uma coletiva de imprensa para atualizar os dados da operação, realizada no Parque Jardim Burnier, um dos locais mais atingidos no município.

A previsão meteorológica indica a continuidade de chuvas na Zona da Mata, mas com intensidade moderada. Essa condição pode favorecer os trabalhos de resgate e a restauração de serviços essenciais, como o abastecimento de água e energia elétrica.

Impacto social e assistência

Conforme dados da Defesa Civil estadual, mais de 400 indivíduos estão desabrigados em Juiz de Fora, enquanto 197 encontram-se desalojados. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321 desalojados. Mais de 200 pessoas já foram salvas de situações de perigo.

É importante diferenciar: desalojados são aqueles que, por precaução ou danos, deixaram suas residências, mas têm onde se hospedar (em casas de parentes ou amigos). Já os desabrigados perderam suas moradias ou estão impedidos de retornar a elas, necessitando de abrigos públicos ou sociais.

Em visita à região nesta quarta-feira, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, garantiu que equipes enviadas pelo governo federal, incluindo especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) de sua pasta, permanecerão no estado por tempo indeterminado.

Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde também estão prestando apoio à população afetada.

Reconhecimento de calamidade pública

A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública para Juiz de Fora e, de forma sumária, para os municípios de Ubá e Matias Barbosa.

As portarias oficiais que formalizam esses reconhecimentos foram publicadas em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Esse reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública é crucial, pois permite que os municípios solicitem recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para implementar ações de defesa civil.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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