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Sexta-feira, 08 de Maio 2026

Justiça

Paulo Gonet estabelece limite para adicionais no Ministério Público em resposta a determinação do STF

O Supremo Tribunal Federal adia para 25 de março a votação final sobre a suspensão de vantagens remuneratórias.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Paulo Gonet estabelece limite para adicionais no Ministério Público em resposta a determinação do STF
© José Cruz/Agência Brasil
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou uma orientação aos diversos ramos do Ministério Público, estipulando que os pagamentos retroativos de benefícios adicionais devem aderir ao limite salarial constitucional de R$ 46,3 mil.

Tais "penduricalhos" referem-se a vantagens que, quando somadas à remuneração base, excedem o teto estabelecido pela Constituição.

Essa deliberação foi comunicada em uma manifestação enviada nesta segunda-feira (2) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido pelo próprio Gonet, ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na sexta-feira anterior (27), o ministro Mendes havia ratificado sua determinação que veda a concessão desses adicionais a integrantes do Ministério Público e dos Tribunais de Justiça, além de proibir qualquer reprogramação orçamentária que visasse agilizar os repasses retroativos.

Adicionalmente, Mendes exigiu que o CNMP fornecesse explicações detalhadas sobre a execução de sua decisão.

Em resposta, a corregedoria do conselho esclareceu que a orientação visa impedir quaisquer pagamentos que ultrapassem o teto remuneratório.

O conselho detalhou que "a recomendação determina que o montante total dos pagamentos retroativos não poderá exceder o limite mensal de R$ 46.366,19, com a interrupção dos desembolsos após o período de 45 dias estabelecido na ADI n. 6.606/MG. Fica expressamente proibida a antecipação de valores previstos para meses futuros, assim como qualquer manobra financeira para concentrar, acelerar ou expandir os pagamentos."

Na semana anterior, o Supremo Tribunal Federal havia adiado para 25 de março a deliberação final sobre as decisões proferidas por Gilmar Mendes e Flávio Dino, que suspenderam o pagamento de benefícios extras nos Três Poderes da República.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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