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Quarta-feira, 13 de Maio 2026

Direitos Humanos

Ligue 180 pode se tornar obrigatório em notícias sobre violência contra a mulher

O serviço de denúncias de violência contra a mulher deve ser incorporado em conteúdos de rádio, TV, impressos, digitais e redes sociais.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Ligue 180 pode se tornar obrigatório em notícias sobre violência contra a mulher
© Joédson Alves/Agência Brasil
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) o Projeto de Lei 6140/25, que estabelece a obrigatoriedade de divulgação do Ligue 180, canal telefônico para denúncias de violência contra a mulher. A medida se aplicará a todas as notícias e informações sobre o tema veiculadas em qualquer meio de comunicação. A proposta agora será analisada pelo Senado.

O texto determina que a exigência abranja emissoras de rádio e televisão, publicações impressas, portais de internet e plataformas de redes sociais. O descumprimento da norma acarretará infração administrativa, sujeita a sanções a serem definidas pelo Poder Executivo.

A relatora do projeto, deputada Camila Jara (PT-MS), considerou a iniciativa de baixo custo. Segundo ela, a obrigação imposta aos veículos de comunicação não representa censura nem interfere no conteúdo editorial, mas sim exige a disseminação de uma informação de utilidade pública com forte potencial preventivo.

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“O substitutivo organiza e clarifica as obrigações dos meios de comunicação, com diretrizes claras e detalhadas para a fiscalização do cumprimento da norma e eventual aplicação de sanções”, ressaltou a relatora.

A autora do projeto, deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), enfatizou que os dados mais recentes evidenciam a urgência da medida.

De acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, do Ministério das Mulheres, o Brasil registrou 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos de mulheres em 2024, além de 71.892 estupros, o que equivale a 196 casos por dia.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 corrobora esses números, indicando que o país atingiu o maior índice de estupros em sua série histórica, com 87.545 ocorrências, o que significa um estupro a cada 6 minutos.

Diante desse cenário preocupante, a deputada destacou que a proposta se inspira em práticas bem-sucedidas em outras áreas críticas, como a prevenção do suicídio, onde reportagens são orientadas a incluir informações sobre serviços de apoio de forma visível.

“Trata-se de uma medida de custo muito baixo e com alto potencial de prevenção, em consonância com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção dos direitos das mulheres”, afirmou Talíria Petrone.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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