Portal de Notícias | Vitória de Santo Antão e região é aqui

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 13 de Maio 2026

Justiça

Justiça mantém suspensão de imposto sobre exportação de petróleo

Decisão liminar atendeu pedido de cinco grandes empresas do setor de petróleo com atuação internacional.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Justiça mantém suspensão de imposto sobre exportação de petróleo
© 26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) rejeitou um recurso da União, confirmando uma decisão provisória que impede a aplicação de uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

A magistrada Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, proferiu a decisão em caráter de urgência na noite de quinta-feira (9).

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), braço jurídico do Ministério da Fazenda, havia contestado uma decisão de primeira instância datada de terça-feira (7).

Publicidade

Leia Também:

A liminar concedida anteriormente acolheu a solicitação de cinco corporações multinacionais do ramo petrolífero: Total Energies, da França; Repsol Sinopec, com origens na Espanha e China; Petrogal, de Portugal; Shell, anglo-holandesa; e Equinor, da Noruega.

Ao analisar o recurso da Fazenda Nacional, a desembargadora Carmen Lima de Arruda avaliou que o órgão não conseguiu comprovar um risco iminente e concreto que justificasse a alteração da decisão anterior, indicando que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final do caso.

O TRF2 ainda não definiu a data para o julgamento definitivo da matéria.

Entenda o caso

A cobrança de 12% de Imposto de Exportação foi instituída pela Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março.

A medida foi adotada pelo governo como estratégia para frear o aumento nos preços de derivados de petróleo no mercado interno, especialmente o óleo diesel. Essa ação visava mitigar os impactos da instabilidade no Oriente Médio sobre a cadeia produtiva de petróleo e sua oferta.

O imposto sobre exportação foi concebido para compensar a perda de arrecadação resultante da isenção de PIS e Cofins sobre o óleo diesel. A alíquota zero nesses tributos federais tornaria o produto mais acessível ao consumidor. Adicionalmente, a medida desestimularia as empresas a exportarem o petróleo nacional.

O governo também implementou um sistema de subvenção, oferecendo um tipo de reembolso para incentivar importadores e produtores de diesel a não venderem o produto no exterior por preços superiores aos definidos internamente.

As empresas exportadoras de petróleo que se sentiram afetadas argumentam que o imposto possui um caráter puramente arrecadatório e viola o princípio da anterioridade, que exige um prazo mínimo antes da cobrança de novos tributos.

Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu ao pedido das cinco multinacionais.

Recurso da Fazenda

Ao interpor o recurso, a Fazenda Nacional sustentou, entre outros argumentos, que a cobrança em questão não apresentava desvio de finalidade. Alegou que a medida era justificada pelo contexto internacional da guerra no Oriente Médio, que provocou um aumento expressivo no preço do barril de petróleo e escassez do produto, com potenciais consequências negativas para a economia brasileira.

“A função primordial é a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, defendeu a Fazenda Nacional.

Inflação de combustíveis em pauta

O aumento dos preços dos combustíveis, que motivou a disputa judicial, teve seus efeitos evidenciados pelos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, divulgados nesta sexta-feira.

A inflação registrada em março foi de 0,88%, impulsionada principalmente pelo setor de transportes. Os combustíveis apresentaram uma alta de 4,47%. A gasolina, que havia subido 0,61% em fevereiro, avançou 4,59% em março. O diesel, após um aumento de 0,23% em fevereiro, registrou uma elevação de 13,90% em março.

Na segunda-feira (6), o governo anunciou um conjunto de ações para conter a escalada nos preços dos combustíveis. Essas medidas incluem subsídios para diesel e gás de cozinha, além de redução de impostos e apoio ao setor aéreo.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR