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Quarta-feira, 13 de Maio 2026

Economia

Informalidade no mercado de trabalho atinge o menor patamar desde 2020, aponta IBGE

A redução é atribuída à diminuição do emprego informal no setor privado e à expansão do registro CNPJ para autônomos.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Informalidade no mercado de trabalho atinge o menor patamar desde 2020, aponta IBGE
© Arquivo/Agência Brasil
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A informalidade no mercado de trabalho brasileiro alcançou seu ponto mais baixo desde o trimestre finalizado em julho de 2020. No período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, a taxa foi de 37,5%, correspondendo a 38,5 milhões de pessoas atuando sem formalização.

Esse índice representa uma continuidade na queda, visto que no trimestre móvel imediatamente anterior, a taxa era de 37,8%, e no mesmo período de 2024, situava-se em 38,4%.

As informações provêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua), divulgadas nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua, destacou que a informalidade tem apresentado uma trajetória de declínio desde 2022, com uma intensificação dessa redução a partir de 2023.

Conforme Beringuy, a diminuição observada neste trimestre é resultado da combinação entre a retração do emprego sem carteira no setor privado e o aumento da formalização de trabalhadores autônomos através do registro de CNPJ.

Embora a coordenadora tenha ressaltado que a queda expressiva da informalidade em 2020 foi atípica, provocada pela interrupção das atividades devido à pandemia, Adriana Beringuy considera que o cenário atual reflete a melhor qualidade do emprego em toda a série histórica do IBGE.

"Excluindo-se o período da pandemia, este é, de fato, o menor indicador da taxa de informalidade na série comparável", afirmou ela durante a coletiva de imprensa para a apresentação dos resultados.

O ponto mais baixo da informalidade no emprego, de 36,6%, foi registrado em junho de 2020.

Segundo Adriana Beringuy, a redução mais significativa foi observada no segmento dos trabalhadores sem carteira assinada.

A população ocupada no mercado de trabalho brasileiro mantém-se estável de forma geral, e, embora o setor informal também demonstre estabilidade sem variações abruptas, ele apresenta uma leve retração.

A coordenadora avalia que esse panorama contribuirá futuramente para o aumento do rendimento dos trabalhadores.

"Essa configuração tem viabilizado a sustentação do rendimento do trabalhador em um patamar mais elevado, pois, além de preservar os ganhos de 2025, o ano de 2026 se inicia com uma estrutura que garante a manutenção do rendimento médio do trabalho que ficou em R$ 3.652", detalhou.

A pesquisa revelou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.652, o valor mais elevado da série histórica. Houve um crescimento de 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e de 5,4% na comparação anual.

Formalização no emprego

O contingente de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, atingiu 39,4 milhões. Esse número indica estabilidade no trimestre analisado, mas um avanço de 2,1% no ano, representando a inclusão de 800 mil pessoas com registro formal.

O total de empregados sem carteira no setor privado, que somou 13,4 milhões, manteve-se estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.

A categoria de trabalhadores por conta própria, com 26,2 milhões de indivíduos, também apresentou estabilidade trimestral, porém, registrou um crescimento de 3,7% na comparação anual, adicionando 927 mil pessoas.

Os trabalhadores domésticos, que totalizam 5,5 milhões, permaneceram estáveis no trimestre, mas tiveram uma queda de 4,5% no ano, o que representa 257 mil pessoas a menos.

Para a coordenadora da Pnad, os indicadores demonstram coerência. As principais modalidades de inserção no mercado de trabalho – formal, informal sem carteira e por conta própria – operam em estabilidade no trimestre, mas registram alta na comparação anual.

"Considerando que a população ocupada é significativamente maior do que há um ano, todas essas formas de inserção se mostram em crescimento expressivo na análise anual", pontuou.

Setores de atividade

No que tange aos grupamentos de atividade, em relação ao trimestre anterior, observou-se um aumento de 2,8% no total de ocupados nos setores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, somando mais 365 mil pessoas. Outros Serviços também cresceu 3,5%, com mais 185 mil pessoas.

Em contrapartida, a indústria geral registrou um recuo de 2,3%, o que corresponde a 305 mil pessoas a menos.

Comparando anualmente, os segmentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas avançaram 4,4%, incorporando mais 561 mil pessoas.

O grupamento de Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais teve um aumento de 6,2%, representando um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas.

Por outro lado, o grupamento de Serviços Domésticos apresentou uma queda de 4,2%, ou seja, 243 mil pessoas a menos.

Metodologia da pesquisa

O IBGE informa que a Pnad Contínua se configura como o estudo mais relevante sobre a força de trabalho no Brasil. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios, visitados trimestralmente.

Aproximadamente 2 mil entrevistadores estão envolvidos na coleta de dados, atuando em conjunto com as mais de 500 agências do IBGE espalhadas pelo território nacional.

Devido à pandemia da covid-19, a partir de 17 de março de 2020, o IBGE implementou a coleta de dados da pesquisa por telefone. Em julho de 2021, o método presencial foi retomado.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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