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Sábado, 09 de Maio 2026

Economia

Índice preliminar da inflação de fevereiro chega a 0,84%, revela IBGE

Principal fator para a elevação do índice reside nos ajustes das mensalidades escolares, aplicados com o começo do período letivo.

Vitória 360 Graus
Por Vitória 360 Graus
Índice preliminar da inflação de fevereiro chega a 0,84%, revela IBGE
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O índice preliminar da inflação oficial em fevereiro alcançou 0,84%, marcando uma aceleração significativa em comparação com o mês anterior, que registrou 0,20%. A maior contribuição para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), de 0,32 ponto percentual, veio do setor de educação, que apresentou um aumento de 5,20%. Este incremento é atribuído principalmente aos reajustes nas mensalidades de instituições de ensino e cursos, implementados no começo do ano letivo.

O segmento de transportes também exerceu influência sobre o indicador, registrando uma elevação de 1,72%. Sua participação no índice foi de 0,35 ponto percentual. Enquanto isso, os outros grupos exibiram variações que foram desde uma queda de -0,42% em vestuário até um aumento de 0,67% em saúde e cuidados pessoais.

No acumulado do ano, o IPCA-15 atingiu 1,04%, e nos últimos doze meses, alcançou 4,10%. Este último patamar representa um recuo em relação à taxa de 4,50% observada no período de doze meses imediatamente precedente.

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Conforme os dados do IPCA-15 de fevereiro, tornados públicos nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo saúde e cuidados pessoais apresentou um avanço de 0,67%, contribuindo com 0,09 ponto percentual para o índice. Os principais destaques foram os aumentos nos preços de artigos de higiene pessoal (0,91%) e dos planos de saúde (0,49%).

O segmento de alimentação e bebidas registrou uma alta de 0,20%, com um impacto de 0,04 ponto percentual. Dentro deste grupo, a alimentação consumida em domicílio cresceu 0,09% em fevereiro, uma desaceleração comparada aos 0,21% de janeiro. O indicador apontou o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%) como os itens com as maiores variações positivas.

Por outro lado, entre os produtos que apresentaram queda percentual, sobressaíram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacou que "a alimentação consumida fora do domicílio teve uma variação superior àquela dentro de casa, atingindo 0,46%, impulsionada pelas elevações nos preços de refeições (0,62%) e lanches (0,28%)".

O grupo habitação, que havia recuado 0,26% em janeiro, mostrou uma recuperação em fevereiro, com alta de 0,06%. As principais influências foram os aumentos na taxa de água e esgoto (1,97%) e no aluguel residencial (0,32%).

Em contrapartida, a energia elétrica residencial registrou uma queda de 1,37%, sendo o componente com o maior impacto negativo no índice (0,06 ponto percentual). Essa redução deveu-se à aplicação da bandeira tarifária verde no período, que não acarreta custos adicionais aos consumidores. O IBGE também apontou que, enquanto "a taxa de água e esgoto subiu 1,97%, o gás encanado teve uma redução de 0,71% em suas tarifas".

Indicadores regionais

Analisando os índices regionais, São Paulo apresentou a maior variação, com 1,09%. Esse resultado foi impulsionado pelas altas nas passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com ênfase no ensino fundamental (8,32%). Por outro lado, Recife registrou a menor variação, de 0,35%, atribuída às reduções nos preços do transporte por aplicativo (-10,34%) e da energia elétrica residencial (-2,32%).

Para a apuração do IPCA-15 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços foram coletados entre 15 de janeiro de 2026 e 12 de fevereiro de 2026 (período de referência), sendo comparados com os valores observados de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (período base).

O levantamento detalha que "o indicador se destina a famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos e sua abrangência inclui as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além das cidades de Brasília e Goiânia".

A metodologia empregada é idêntica à do IPCA, distinguindo-se apenas pelo intervalo de coleta dos preços e pela área geográfica coberta. A próxima divulgação do IPCA-15, com dados de março, está prevista para o dia 26 do corrente mês.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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